(…) Por que fizeste mal a teu servo (…)?
(Nm 11:11)
Nosso Pai Celestial frequentemente nos envia problemas para testar nossa fé. Se a nossa fé vale alguma coisa, ela resistirá ao teste. O chapeado de ouro tem receio do fogo, mas o ouro não; a pedra preciosa misturada teme ser tocada pelo diamante, mas a verdadeira jóia não teme qualquer teste. É uma fé pobre aquela que só pode confiar em Deus quando os amigos são verdadeiros, o corpo está cheio de saúde, e os negócios são rentáveis; contudo, é verdadeira fé, sustentada pela fidelidade ao Senhor, quando os amigos se vão, o corpo está doente, o espírito está deprimido, e a luz do semblante do nosso Pai está escondida. Uma fé que pode dizer, em meio ao problema mais terrível: "Ainda que Ele me mate, ainda assim, eu confio nEle", é a fé de origem celestial. O Senhor aflige Seus servos para glorificar a Si mesmo, pois Ele é muito glorificado nas graças de Seu povo, que são obras de Suas mãos. Quando a "tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança" (Rm 5:3-4), o Senhor é honrado por essas crescentes virtudes. Nós nunca conheceríamos a música da harpa se as cordas fossem deixadas intactas, nem apreciaríamos o suco da uva se elas não fossem pisadas no lagar, nem descobriríamos o doce perfume da canela se ela não fosse apertada e batida, nem sentiríamos o calor do fogo se as brasas não fossem totalmente consumidas.
A sabedoria e o poder do grande Artesão são descobertos pelas provações que Seus vasos de misericórdia são permitidos passarem. De igual modo, as aflições presentes tendem a aumentar a alegria futura. Deve haver sombra na imagem para que seja realçada a beleza das luzes. Poderíamos ser tão supremamente abençoados no céu se não tivéssemos conhecido a maldição do pecado e a tristeza terrena? Porventura não será mais doce a paz após o conflito, e o descansar mais bem-vindo depois da labuta? Acaso a lembrança de sofrimentos passados não aumentarão a felicidade do glorificado? Há muitas outras respostas confortáveis para a questão com a qual abrimos a nossa breve meditação. Vamos meditar sobre ela todo este dia.