Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede (…)
(Jo 4:14)
Aquele que é um crente em Jesus encontra em seu Senhor o suficiente para satisfazê-lo agora e para seu contentamento eterno. O crente não é um homem cujos dias são enfadados pela falta de conforto, e cujas noites estão distantes de pensamentos que alegram o coração, pois ele encontra na religião uma tal fonte de alegria, uma tal fonte de consolação, que fica satisfeito e regozijante. Coloque-o em um calabouço, e ele encontrará uma boa companhia; coloque-o em um deserto estéril, e ele comerá o pão do céu (Jo 6:32); afaste-o das amizades, e ele encontrará o "amigo mais chegado do que um irmão" (Pv 18:24). Golpeie todas as suas aboboreiras, e ele encontrará sombra debaixo da "Rocha dos Tempos"; drene a base de suas esperanças terrenas, e seu coração ainda continuará firme, confiando no Senhor. O coração é tão insaciável como a sepultura, até que Jesus entre nele, e, então, é um cálice cheio a ponto de transbordar. Há uma tal plenitude em Cristo que apenas Ele é o tudo do crente. O verdadeiro santo é tão completamente satisfeito com a toda-suficiência de Jesus que não tem mais sede, exceto pelas correntes mais profundas da fonte viva. Dessa tenra maneira, crente, tenhas sede; não deve ser uma sede dolorosa, mas um desejo amoroso; tu acharás que é uma coisa doce estar ofegante por uma fruição mais completa do amor de Jesus. Alguém, em dias antigos, disse: "Eu tenho afundando meu balde nesse rico poço muitas vezes, mas, agora, minha sede de Jesus tornou-se tão insaciável que eu desejo colocar o próprio poço em meus lábios e beber direitamente".
É esse o sentimento do teu coração agora, crente? Porventura achas que todos os teus desejos estão satisfeitos em Jesus, e que agora não tens qualquer outro desejo senão o de saber mais sobre Ele, e ter mais íntima comunhão com Ele? Então, venha continuamente à fonte e tire da água da vida livremente. Jesus nunca pensará que você está tirando muito, mas sempre serás bem recebido, ouvindo: "Bebei abundantemente, ó amados" (Ct 5:1). "Rocha dos Tempos" é um hino escrito pelo inglês Augustus Montague Toplady (1740 - 1778), pregador anglicano e hinista. (N.T.)