Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 20 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) Espada do Senhor, e de Gideão

(Jz 7:20)

Gideão ordenou a seus homens que fizessem duas coisas: encobrissem uma tocha com um jarro de barro que, a um sinal determinado, ele lhes ordenaria que o quebrassem para que a luz pudesse brilhar, e, em seguida, soassem a trombeta, gritando: "A Espada do Senhor, e de Gideão! Espada do Senhor, e de Gideão!". Isso é precisamente o que todos os cristãos devem fazer. Primeiro, você deve brilhar; quebre o jarro que esconde a sua luz; deixe de lado o alqueire que tem escondido sua vela e brilhe (Mt 5:15). Deixe a sua luz brilhar diante dos homens; deixe as vossas boas obras serem tais que, quando os homens olharem para você, eles saberão que você esteve com Jesus.

Em seguida, tem de haver o som, o sonido da trombeta. Deve haver esforços para reunir os pecadores pela proclamação de Cristo crucificado. Leve a eles o evangelho; leveo até suas portas; coloque-o em seu caminho; não permita que escapem; toque a trombeta contra seus ouvidos. Lembre-se que o verdadeiro grito de guerra da Igreja é a palavra de ordem Gideão: "A espada do Senhor, e de Gideão!". Deus o fará, pois é Sua própria obra. Contudo, não devemos ser ociosos; a instrumentalidade é para ser usada; "A espada do Senhor, e de Gideão!". Se apenas clamarmos: "A espada do Senhor!", seremos culpados de uma presunção ociosa; e se gritarmos apenas: "A espada de Gideão!", vamos manifestar uma confiança idólatra no braço da carne; é preciso unir os dois em harmonia prática. "A espada do Senhor, e de Gideão!". Não podemos fazer qualquer coisa por nós mesmos, mas podemos fazer tudo com a ajuda do nosso Deus. Vamos, portanto, em Seu nome, sair pessoalmente e servir com nossa tocha flamejante, com nossas buzinas de declaração sincera e de testemunho, e Deus estará conosco; Midiã será condenada à confusão, e o Senhor dos exércitos reinará para todo o sempre.

Noite

(…) à tarde não retires a tua mão (…)

(Ec 11:6)

À tarde, as oportunidades são abundantes; os homens retornam do trabalho, e o zeloso ganhador de almas encontra tempo para falar sobre o amor de Jesus. Tenho eu trabalhado à tarde para Jesus? Se não, que eu não retenha a mão de um serviço que requer trabalho abundante. Os pecadores estão perecendo por falta de conhecimento; aquele que desperdiça o seu tempo pode encontrar suas bordas carmesim com o sangue das almas. Jesus entregou Suas duas mãos aos pregos; como posso reter uma das minhas em Sua abençoada obra?

Noite e dia Ele trabalhou e orou por mim; como, então, posso dar sequer uma hora para os mimos da minha carne com a luxuriosa tranquilidade? Levante-se, coração ocioso; estenda a tua mão para o trabalho ou levante-as para orar; o céu e o inferno estão em diligência; que também eu esteja assim, e, esta noite, semeie a boa semente para o Senhor meu Deus. A tarde da vida tem também suas chamadas. A vida é tão curta que uma manhã de grande vigor seguida de uma noite de fraqueza fazem toda ela. Para alguns, parece muito, porém uns poucos trocados são uma grande soma de dinheiro para o homem pobre. A vida é tão breve que nenhum homem pode se dar ao luxo de perder um dia. Foi bem dito que, se um grande rei nos trouxesse uma grande quantidade de ouro, e nos convidasse a levar tanto quanto pudéssemos contar em um dia, dedicaríamos um dia inteiro nessa atividade; devemos começar no início da manhã e, à tarde, não devemos reter a nossa mão; ganhar almas é um trabalho muito nobre; então, como podemos tão cedo nos retirar dele? Alguns são poupados de uma longa noite de verdejante velhice; se tal for o meu caso, que eu use esses talentos tal como eu ainda os tenho, e até a última hora sirva o meu abençoado e fiel Senhor. Por Sua graça eu morrerei nos arreios e deitarei meu fardo somente quando deitar meu corpo. A idade pode instruir os jovens, animar os fracos, e incentivar os desanimados; se o entardecer tiver menos do vigoroso calor, deve ele ter mais de calma sabedoria; portanto, à tarde, não reterei minha mão.