Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 19 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) na liberdade com que Cristo nos libertou (…)

(Gl 5:1)

Essa "liberdade" nos torna livres para a carta régia do céu: a Bíblia. Crente, aqui está uma passagem escolhida: "Quando passares pelas águas estarei contigo" (Is 43:2). Você é livre para isso. Aqui está outra: "Os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti" (Is 54:10); você é livre para isso. Você é um convidado bem-vindo à mesa das promessas.

A Escritura é um tesouro que nunca falha, repleta com ilimitadas provisões de graça; é o celeiro do céu; você pode tirar dela tanto quanto necessitar, sem impedimentos. Venha em fé, e serás bem-vindo a todas as bênçãos da aliança. Não há uma promessa na Palavra que será retida. Nas profundezas das tribulações, deixe essa liberdade lhe confortar; em meio às ondas de aflição, deixe que ela o anime; quando tristezas te cercarem, que ela seja o teu consolo. Ela é o símbolo de amor de teu Pai; tu és livre para isso em todos os momentos. Tu és livre também para o trono da graça. É o privilégio do crente ter acesso, em todo o tempo, a seu Pai celestial. Quaisquer que sejam os nossos desejos, as nossas dificuldades, as nossas necessidades, temos a liberdade para colocar tudo diante dEle. Não importa o quanto possamos ter pecado, uma vez que podemos pedir e esperar o perdão. Não significa coisa alguma o quanto somos pobres, pois podemos invocar a promessa que Ele proverá todas as coisas necessárias. Temos permissão para nos aproximar de Seu trono em todos os momentos, na meia-noite da hora mais sombria, ou no meio-dia do calor mais ardente.

Exerça o teu direito, ó crente, e viva de acordo com o teu privilégio. Tu és livre para tudo aquilo que é entesourado em Cristo: sabedoria, justiça, santificação e redenção. Não importa qual seja tua necessidade, pois há uma plenitude de suprimento em Cristo, e ela está lá para ti. Ó, que "liberdade" é a tua! Liberdade da condenação, liberdade para as promessas, liberdade para o trono da graça e, finalmente, liberdade para entrar no céu!

Noite

Por este menino orava eu (…)

(1Sm 1:27)

Almas devotas se encantam ao olhar aquelas misericórdias que obtiveram em resposta à súplica, pois podem ver o amor especial de Deus nelas. Quando podemos citar as nossas bênçãos "Samuel", isto é, "pedidas a Deus", elas serão tão queridas a nós como o filho foi para Ana. Penina tinha muitos filhos, mas eles vieram como bênçãos comuns não buscadas em oração; a criança dada pelo céu a Ana era mais querida, pois foi fruto de fervorosos pedidos. Quão doce foi aquela água para Sansão quando ele encontrou o "poço pelo qual orou!" (Jz 15:19). Copos de quássia transformam todas as águas amargas, porém o cálice da oração coloca doçura em seus goles.

Oramos nós pela conversão de nossos filhos? Quão duplamente doce será quando eles estiverem salvos, vendo neles nossas próprias petições cumpridas! Melhor regozijar neles como frutos de nossas petições do que como fruto de nossos corpos. Porventura já buscamos do Senhor algum dom espiritual? Quando ele vier até nós, estará embrulhado com o tecido dourado da fidelidade e verdade de Deus, e, assim, será duplamente precioso. Porventura já pedimos por êxito na obra do Senhor? Quão alegre é a prosperidade que vem voando sobre as asas da oração! É sempre melhor receber as bênçãos para nosso lar através da porta da oração; então, elas são, de fato, bênçãos, e não tentações. Mesmo quando a oração não se apressa, as bênçãos crescem ainda mais ricas pelo atraso; o menino Jesus foi mais encantador aos olhos de Maria quando ela O encontrou depois de tê-Lo buscado em tristeza.

Aquilo que recebemos pela oração devemos dedicar a Deus, assim como Ana dedicou Samuel. O presente veio do céu, deixe-o ir para o céu. A oração o trouxe, a gratidão cantou sobre ele, a devoção o consagra. Aqui será uma ocasião especial para dizer: "Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos" (1Cr 29:14). Leitor, é a oração o seu fundamento ou o seu cansaço?