Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito
(Gl 5:25)
As duas coisas mais importantes em nossa sagrada religião são a vida de fé e a caminhada de fé. Aquele que entender corretamente isso não está longe de ser um mestre em teologia experimental, pois são pontos vitais para um cristão. Você nunca encontrará a verdadeira fé desacompanhada da verdadeira piedade; por outro lado, você nunca descobrirá uma vida verdadeiramente santa que não tenha como raiz uma fé viva na justiça de Cristo. Ai daqueles que buscam uma sem a outra! Há alguns que cultivam a fé e esquecem da santidade; esses podem ser muito elevados em ortodoxia, porém estarão em profunda condenação, pois detêm a verdade em injustiça (Rm 1:18); há outros que têm se estendido em santidade de vida, mas têm negado a fé, como os fariseus de outrora, dos quais o Mestre disse que eram "sepulcros caiados" (Mt 23:27). Temos que ter fé, pois esse é o fundamento; devemos ter santidade de vida, pois essa é a estrutura. De que serve a mera fundação de uma obra para o homem no dia da tempestade? Poderá ele lá se esconder? Ele deseja uma casa para protegê-lo, bem como um fundamento para aquela casa. No entanto, precisamos do fundamento da vida espiritual se quisermos ter conforto no dia da dúvida, mas não procure uma vida santa sem fé; isso seria erguer uma casa que não pode fornecer qualquer abrigo permanente, pois não tem alicerces sobre a rocha. Deixe a fé e a vida serem postas juntas e, como os dois pilares de um arco, elas farão duradoura a nossa piedade.
Como a luz e o calor que emanam do mesmo sol, elas são semelhantes e cheias de bênção. Como os dois pilares do templo, elas são para a glória e beleza. Elas são dois ribeiros que emergem da fonte da graça, duas lâmpadas acesas com fogo santo, duas oliveiras regadas pelo cuidado celeste. Ó Senhor, dá-nos vida interior no dia de hoje, e isso revelará exteriormente a Tua glória.