Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 12 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

O Senhor é Deus zeloso (…)

(Na 1:2)

O seu Deus é muito zeloso pelo seu amor, ó crente. Ele escolheu você? Ele não pode suportar que você escolha outro. Não te comprou Ele com Seu próprio sangue? Ele não pode suportar que você pense que você é seu próprio, ou que você pertença a este mundo.

Ele amou você com um tal amor que Ele não poderia descansar no céu sem você; Ele não admitiria qualquer coisa entre o seu coração de amor e Ele próprio. O Senhor é muito zeloso de sua confiança. Ele não permitirá que você confie em um braço de carne. Ele não pode suportar que você cave cisternas rotas (Jr 2:13) quando a fonte transbordante lhe está sempre livre. Quando nos inclinamos sobre Ele, Ele Se regozija, mas quando transferimos nossa dependência para outro, quando confiamos em nossa própria sabedoria, ou na sabedoria de um amigo, ou, o pior de tudo, quando confiamos em quaisquer de nossas obras, Ele Se desagrada, e nos castigará para trazer-nos para Si mesmo. Ele também é muito zeloso de nossa companhia. Não deve haver ninguém com quem conversemos mais do que com Jesus. Permanecer apenas nEle: esse é o verdadeiro amor, mas comungar com o mundo, encontrar consolo suficiente em nossos confortos carnais, preferir a comunhão de nossos companheiros cristãos à íntima relação com Ele, isso é lamentável para nosso zeloso Senhor. O Senhor, de bom grado, nos tem habitando nEle e desfrutando da constante comunhão com Ele próprio, e muitas das provações que Ele nos envia têm o propósito de privar nossos corações das demais pessoas e dirigi-los para mais de perto de Si. Deixe que esse zelo que nos mantém perto de Cristo seja também um conforto para nós, pois se Ele tanto nos ama como nos cuida, então, a respeito do nosso amor, podemos ter a certeza que Ele não irá tolerar que nada nos prejudique, e nos protegerá de todos os nossos inimigos. Ó, que possamos ter graça no dia de hoje para manter nossos corações na sagrada singularidade ao nosso Amado, fechando os olhos, com sagrado zelo, para todos os fascínios do mundo!

Noite

Cantarei a misericórdia e o juízo (…)

(Sl 101:1)

A fé triunfa nas provações. Quando a razão é atirada no cárcere com os pés amarrados no tronco, a fé faz com que as paredes do calabouço toquem suas alegres notas enquanto clama: "Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, Senhor, cantarei". A fé puxa a máscara sombria da face dos problemas e descobre o anjo por detrás. A fé olha as temíveis nuvens e vê que... "Estão cheias com misericórdias, e romperão Em bênçãos sobre sua cabeça".

Esse é um motivo de louvor, mesmo nas provações de Deus para nós, pois, em primeiro lugar, a provação não é tão pesada quanto poderia ter sido; depois, o problema não é tão grave como nós merecíamos ter suportado, e nossa aflição não é tão esmagadora como a carga que os outros têm de transportar. A fé observa que, em sua pior tristeza, não há nada de punição, pois não há uma gota sequer de ira vindo de Deus; tudo é enviado em amor. A fé discerne o amor brilhando como uma jóia no peito de um Deus irado. A fé diz de sua tristeza: "Esta é uma questão de honra, pois um filho deve sentir a vara", e, em seguida, canta o doce resultado de suas tristezas, pois elas trabalham seu bem espiritual. Não; ainda mais; a fé diz: "A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente" (2Co 4:17). A fé, portanto, cavalga sobre o cavalo negro, vencendo e para vencer, pisando a razão e o sentimento carnal, e cantando notas de vitória em meio ao mais pesado combate. "Estão cheias com misericórdias, e romperão em bênçãos sobre sua cabeça" é o trecho de um hino escrito pelo hinista inglês William Cowper (1731 1800). (N.T.)