(…) apartai-vos (…)
(2Co 6:17)
O cristão, enquanto no mundo, não é para ser do mundo. Ele deve ser distinguido do mundo no grande objetivo de sua vida. Para ele, o "viver" deve ser "Cristo" (Fp 1:21). Se come, ou bebe, ou o que quer que faça, ele deve fazer tudo para a glória de Deus (1Co 10:31). Você pode acumular tesouros, porém ajunte-os no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, onde os ladrões não minam nem roubam (Mt 6:19). Você pode se esforçar para ser rico, mas seja sua ambição ser "rico em fé" (Tg 2:5) e em boas obras. Você pode ter alegria, mas quando estiver feliz, cante salmos e entoe louvores em seu coração ao Senhor (Ef 5:19). Em seu espírito, assim como em seu propósito, você deve ser diferente do mundo. Aguardando humildemente diante de Deus, sempre consciente de Sua presença, deleitando-se na comunhão com Ele e buscando conhecer a Sua vontade, você provará que é do povo celestial, e será separado do mundo em suas ações.
Se uma coisa é justa, embora por ela você sofra uma perda, ela deve ser feita; se é errada, mas você ganharia com isso, você deve desprezar o pecado pelo bem do seu Mestre. Você não deve ter comunhão com as obras infrutíferas das trevas, mas antes condená-las. Caminhe valorosamente em sua vocação e dignidade. Lembre-se, ó cristão, que és filho do Rei dos reis. Portanto, mantenha-se longe da corrupção do mundo. Não suje os dedos que estão prestes a tocar as cordas celestes; não deixe esses olhos tornarem-se as janelas da luxúria, pois, em breve, eles verão o Rei em Sua formosura (Is 33:17); não deixe esses pés se contaminarem em charcos, pois eles estão prestes a andar pelas ruas de ouro; não deixe o coração cheio de orgulho e amargura, pois ele estará, dentro em breve, preenchido com o céu e transbordando de alegria extática. "Então, eleva-te minha alma! e voe para longe, Acima da multidão irrefletida; Acima dos prazeres da felicidade, E dos esplendores do orgulho; Até onde belezas eternas florescem, E todos os prazeres divinos; Onde riqueza nunca pode ser consumida, E as glórias intermináveis brilham".