Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 12 de julho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) santificados em Deus Pai (…)

(Jd 1:1)

; "(…) santificados em Cristo Jesus (…)" (1Co 1:2); "(…) em santificação do Espírito (…)" (1Pe 1:2) Repare a união das Três Divinas Pessoas em todos os Seus atos graciosos. Quão ignorantemente falam aqueles que fazem preferências entre as Pessoas da Trindade; aqueles que pensam de Jesus como se Ele fosse a encarnação de tudo o que é formoso e gracioso, enquanto consideram o Pai como severamente justo e destituído de bondade. Igualmente errado são aqueles que magnificam o decreto do Pai e a expiação do Filho, mas depreciam a obra do Espírito. Em ações de graça, nenhuma das Pessoas da Trindade atua separada da outra. Eles estão tão unidos em Suas ações como em Sua essência.

Em Seu amor para com os escolhidos, Eles são um, e nas ações que fluem dessa grandiosa fundamental origem, Eles continuam indivisos. Perceba isso especialmente em matéria de santificação. Apesar de, sem equívoco, podermos falar da santificação como a obra do Espírito, devemos tomar cuidado para não vê-la como se o Pai e o Filho não tivessem parte nela. É correto falar de santificação como a obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Acaso não diz o Senhor: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn 1:26)? Portanto, somos "feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2:10). Veja o valor que Deus coloca sobre a real santidade, já que as três Pessoas da Santíssima Trindade são representadas como co-autores na produção de uma Igreja sem "mácula, nem ruga, nem coisa semelhante" (Ef 5:27).

E você, crente, como seguidor de Cristo, também deve colocar um alto valor na santidade, na pureza de vida, e na piedade da conversação. Valorize o sangue de Cristo como fundamento da sua esperança, e nunca fale depreciativamente da obra do Espírito, que é a sua iminência à herança dos santos na luz. Neste dia, vamos viver e manifestar a obra do Deus uno e Trino em nós.

Noite

(…) seu reino celestial (…)

(2Tm 4:18)

A cidade do grande Rei é um lugar de culto diligente. Os espíritos resgatados O cultuam de dia e de noite em Seu templo. Eles nunca deixam de cumprir o beneplácito de seu rei. Eles sempre "descansam" quanto à tranquilidade e libertação dos cuidados, mas nunca "descansam" no sentido de indolência ou inatividade. Jerusalém, a resplandecente, é o lugar de comunhão com todo o povo de Deus.

Vamos nos sentar com Abraão, Isaque e Jacó em comunhão eterna. Vamos possuir íntima relação com o nobre anfitrião dos eleitos, todos reinando com Ele que, por Seu amor e potente braço, os trouxe com segurança para casa. Não cantaremos desacompanhados, mas em coro louvaremos o nosso rei. O céu é um lugar de vitória concretizada. Sempre, cristão, que conseguiste uma vitória sobre as tuas concupiscências, ou sempre que, após a dura luta, colocaste uma tentação como morta debaixo de teus pés, tu, neste momento, tiveste uma antecipação da alegria que te espera quando o Senhor, em breve, pisará Satanás sob teus pés, e encontrarás a ti mesmo mais do que vencedor por meio daquele que te amou (Rm 8:37). O paraíso é um lugar de segurança. Quando você desfruta da plena certeza da fé, você tem a garantia daquela gloriosa segurança que será sua quando você for um cidadão perfeito da Jerusalém celeste. Ó, meu doce lar, Jerusalém, porto da minha feliz alma! Obrigado, mesmo agora, por Aquele cujo amor me instruiu a tempo para ti; graças ainda mais alto na eternidade, quando a Ti possuirei. "A minha alma provou das uvas, E agora anseia ir Onde meu querido Senhor mantém Sua vinha, E todos os cachos crescem. Sobre a viva e verdadeira videira, Minha faminta alma se deleita, E banqueteia-se na fruta divina, Como um eterno convidado".