Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 1 de julho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) no verão e no inverno sucederá isto

(Zc 14:8)

Os rios de água viva que fluem de Jerusalém não mais se secaram pelo calor abrasador do pleno verão, nem foram congelados pelos ventos frios do tempestuoso inverno. Alegra-te, ó minha alma, pois és livre para testemunhar a fidelidade do Senhor. Mudam as estações e tu mudas, porém teu Senhor permanece sempre o mesmo; os fluxos de Seu amor são tão profundos, tão amplos e tão cheios como sempre foram. O calor que vem dos cuidados dos negócios e das escaldantes provações fazem com que eu necessite dos refrescantes efeitos do rio de Sua graça; posso ir agora e beber ao máximo dessa inesgotável fonte, pois, no verão e no inverno, ela transborda. As fontes superiores nunca estão escassas e, bendito seja o nome do Senhor, as fontes inferiores igualmente não falham (Js 15:19). Elias encontrou o Querite seco (1Rs 17:7), mas Jeová continuava sendo o mesmo Deus da providência. Jó disse a seus irmãos que eles eram como ribeiros enganosos (Jó 6:15), mas encontrou seu Deus como um transbordante rio de consolação. O Nilo é a grande confiança do Egito, porém suas inundações são variáveis; nosso Senhor é sempre o mesmo. Modificando o curso do rio Eufrates, Ciro tomou a cidade de Babilônia; contudo, nenhum poder, humano ou infernal, pode desviar a corrente da graça divina. Os caminhos dos rios antigos foram todos encontrados secos e desolados, mas as correntes que levam a sua ascensão sobre os montes da soberania divina e do amor infinito estão sempre cheios até a borda.

Gerações se derretem, porém o curso da graça está inalterado. O rio de Deus pode cantar com maior verdade do que o ribeiro no poema: "Os homens podem vir, e os homens podem ir; Porém Eu continuarei para sempre". Quão feliz és tu, minha alma, por ter sido levada para perto de tais águas tranquilas! Nunca vagueie por outras correntes para que não tenhas de ouvir a repreensão do Senhor: que tens tu que fazer no caminho do Egito para beber do rio lamacento? (Jr 2:18)

Noite

(…) a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia (…)

(Gn 3:8)

Minha alma, agora que o frescor do dia chegou, descanse um pouco e ouça a voz do teu Deus. Ele está sempre pronto a falar contigo quando estás preparado para ouvir. Se há alguma lentidão em comungar, não é da parte dEle, mas totalmente da tua própria; Ele está à porta e bate, e se o Seu povo tão somente abri-la, Ele Se alegrará em entrar. Mas em que estado está o meu coração, que é o jardim do meu Senhor? Acaso posso me arriscar a dizer que ele está bem aparado, e regado, e trazendo frutos aptos ao Senhor?

Se não, Ele terá muito a reprovar, porém, ainda assim, oro a Ele para que venha a mim, pois certamente nada poderá levar meu coração a uma condição adequada senão a presença do Sol da Justiça, que traz cura em Suas asas. Portanto, venha, ó Senhor, meu Deus; minha alma Te convida com sinceridade e espera ansiosamente por Ti. Vinde a mim, ó Jesus, meu bem-amado, e plante flores novas em meu jardim, tais como eu vejo que florescem em semelhante perfeição em Teu incomparável caráter! Venha, ó meu Pai, pois és o Lavrador, e trata comigo em Tua ternura e prudência! Venha, ó Espírito Santo, e orvalhe toda a minha natureza, tal como as ervas que agora estão umedecidas com o orvalho da noite. Ó, que Deus fale comigo. Fala, Senhor, porque o teu servo ouve (1Sm 3:10)! Ó, que Ele ande comigo; estou pronto para abrir mão de todo o meu coração e mente para Ele, e qualquer outro pensamento é silenciado.

Eu peço apenas aquilo que Ele Se deleita em conceder. Estou certo que Ele irá consentir em ter comunhão comigo, pois Ele me deu Seu Santo Espírito para habitar comigo para sempre. Doce é o frescor do crepúsculo, onde as estrelas parecem ser os olhos do céu, e o vento frio é como o sopro de amor celestial. Meu Pai, meu irmão mais velho, meu doce Consolador, fala agora em benignidade, pois Tu me abriste os ouvidos, e eu não sou rebelde.