(…) no verão e no inverno sucederá isto
(Zc 14:8)
Os rios de água viva que fluem de Jerusalém não mais se secaram pelo calor abrasador do pleno verão, nem foram congelados pelos ventos frios do tempestuoso inverno. Alegra-te, ó minha alma, pois és livre para testemunhar a fidelidade do Senhor. Mudam as estações e tu mudas, porém teu Senhor permanece sempre o mesmo; os fluxos de Seu amor são tão profundos, tão amplos e tão cheios como sempre foram. O calor que vem dos cuidados dos negócios e das escaldantes provações fazem com que eu necessite dos refrescantes efeitos do rio de Sua graça; posso ir agora e beber ao máximo dessa inesgotável fonte, pois, no verão e no inverno, ela transborda. As fontes superiores nunca estão escassas e, bendito seja o nome do Senhor, as fontes inferiores igualmente não falham (Js 15:19). Elias encontrou o Querite seco (1Rs 17:7), mas Jeová continuava sendo o mesmo Deus da providência. Jó disse a seus irmãos que eles eram como ribeiros enganosos (Jó 6:15), mas encontrou seu Deus como um transbordante rio de consolação. O Nilo é a grande confiança do Egito, porém suas inundações são variáveis; nosso Senhor é sempre o mesmo. Modificando o curso do rio Eufrates, Ciro tomou a cidade de Babilônia; contudo, nenhum poder, humano ou infernal, pode desviar a corrente da graça divina. Os caminhos dos rios antigos foram todos encontrados secos e desolados, mas as correntes que levam a sua ascensão sobre os montes da soberania divina e do amor infinito estão sempre cheios até a borda.
Gerações se derretem, porém o curso da graça está inalterado. O rio de Deus pode cantar com maior verdade do que o ribeiro no poema: "Os homens podem vir, e os homens podem ir; Porém Eu continuarei para sempre". Quão feliz és tu, minha alma, por ter sido levada para perto de tais águas tranquilas! Nunca vagueie por outras correntes para que não tenhas de ouvir a repreensão do Senhor: que tens tu que fazer no caminho do Egito para beber do rio lamacento? (Jr 2:18)