Pois nele se alegra o nosso coração (…)
(Sl 33:21)
Bem-aventurado é o fato de os cristãos poderem se alegrar mesmo no sofrimento mais profundo; embora o problema possa cercá-los, eles ainda cantam e, tal como muitos pássaros, eles cantam melhor em suas gaiolas. As ondas podem rolar sobre eles, mas suas almas, em breve, subirão à superfície e verão a luz do semblante de Deus; eles possuem uma flutuabilidade que sempre lhes permite manterem a cabeça acima d'água, ajudandoos a cantar que Deus ainda está com eles em meio à tempestade. A quem a glória será dada? Oh! a Jesus; é tudo por Jesus. O problema não necessariamente traz consigo o consolo para o crente, mas a presença do Filho de Deus com ele na fornalha ardente enche seu coração de alegria. O crente está doente e sofrendo, mas Jesus o visita e faz sua cama para ele. Ele está morrendo; as refrescantes águas do Jordão estão se reunindo sobre ele até o pescoço, mas Jesus coloca Seus braços ao redor dele e exclama: "Não temas, amado; morrer é ser abençoado; as águas da morte têm o seu manancial no céu; elas não são amargas; elas são doces como o néctar, pois fluem do trono de Deus". À medida que o santo está partindo, e vadeia através da corrente, e as ondas se reúnem ao seu redor, e o coração e a carne falham, a mesma voz soa em seus ouvidos: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus" (Is 41:10). Conforme ele se aproxima das fronteiras do infinito desconhecido, atemorizado por estar quase entrando no reino das sombras, Jesus diz: "Não temais, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino" (Lc 12:32). Assim fortalecido e consolado, o crente não precisa ter medo de morrer; não; ele está disposto a partir, pois desde que viu a Jesus como a estrela da manhã (Ap 22:16), ele anseia por contemplá-Lo como o sol em sua força (Ap 1:16). Na verdade, a presença de Jesus é todo o céu que desejamos. Ele é, ao mesmo tempo, "A glória dos nossos dias mais brilhantes; O conforto de nossas noites".