Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 8 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Porque muitos caíram feridos, porque de Deus era a peleja (…)

(1Cr 5:22)

Você, guerreiro lutando sob o pavilhão do Senhor Jesus, observe esse versículo com santa alegria, pois assim como foi nos dias antigos, tal é agora; se a guerra é de Deus, a vitória é certa. Os filhos de Rúben, de Gade, e a meia tribo de Manassés mal conseguiram reunir quarenta e cinco mil homens de guerra, porém, em sua batalha contra os hagarenos, mataram "cem mil homens", "porque, na peleja, clamaram a Deus que lhes deu ouvidos, porquanto confiaram nele" (1Cr 5:20). O Senhor salva, não por muitos ou por poucos; cabe a nós ir adiante em nome de Jeová, ainda que com um punhado de homens, pois o Senhor dos Exércitos está conosco, a nossa frente. Eles não negligenciaram o broquel, a espada, e o arco, mas também não depositaram sua confiança nessas armas; devemos usar todos os meios adequados, mas nossa confiança deve descansar apenas no Senhor; Ele é a espada e o escudo de Seu povo. A grande razão do extraordinário sucesso deles foi que "a peleja era de Deus". Amado, na luta contra o pecado, interno e externo, contra o erro doutrinário ou prático, contra a maldade espiritual em lugares altos ou em lugares baixos, contra demônios e seus aliados, você está travando a guerra de Jeová, e, a menos que Ele mesmo pudesse ser derrotado, você não precisa temer a derrota. Não desanime diante da superioridade numérica, nem recue diante das dificuldades ou impossibilidades; não hesite diante das feridas ou da morte; golpeie com a espada de dois gumes do Espírito e os traspassados cairão em montões. A peleja é do Senhor, e Ele entregará Seus inimigos em nossas mãos. Com pé firme, mão forte, coração destemido, e flamejante zelo, corra para a peleja, e as forças do mal fugirão como a palha no vendaval.

Noite

(…) Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não

(Nm 11:23)

Deus havia feito uma segura promessa a Moisés: pelo período de um mês inteiro, Ele iria alimentar a vasta multidão no deserto com carne. Moisés, sendo tomado por um momento de incredulidade, olha para os meios exteriores e fica perturbado como poderia ser cumprida a promessa. Ele olhou para a criatura, e não para o Criador. No entanto, acaso o Criador espera a criatura para cumprir Sua promessa uma vez feita a ela? Não; Ele faz com que a promessa seja sempre cumprida pela Sua própria onipotência, sem ajuda.

Se Ele fala, é feito, feito por Ele mesmo. Suas promessas não dependem da cooperação da franzina força do homem para sua realização. Nós podemos perceber, ao mesmo tempo, o erro que Moisés cometeu. Quão comumente fazemos o mesmo! Deus prometeu suprir nossas necessidades, mas nós olhamos para a criatura, a fim de que ela faça aquilo que Deus prometeu fazer; então, ao percebermos que a criatura é fraca e frágil, nos entregamos à incredulidade. Por que olhamos para o ínfimo? Olhará você para o Pólo Norte se quiser recolher frutos madurados pelo sol? Em verdade, você não agiria de modo mais tolo se o fizesse do que quando você olha para os fracos em busca de força, ou para a criatura buscando que ela faça a obra do Criador. Vamos, então, colocar a questão da forma adequada: o campo da fé não é a suficiência dos meios visíveis para a realização da promessa, mas a todasuficiência do Deus invisível, Aquele que certamente cumprirá o que disse. Se nós, depois de vermos claramente que o ônus recai sobre o Senhor e não sobre a criatura, nos atrevermos a nos entregar à desconfiança, a resposta de Deus virá poderosamente a nós: "Teria sido encurtada a mão do Senhor?". Pode acontecer, também, em Sua misericórdia, que a questão possa brilhar em nossas almas com aquela abençoada declaração: "Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não".