Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 7 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Vós, que amais ao Senhor, odiai o mal (…)

(Sl 97:10)

Tens uma boa razão para "odiar o mal" apenas por considerar o dano que ele já causou em ti. Oh, que universo de maldade o pecado trouxe ao teu coração! O pecado te deixou tão cego que não podias ver a beleza do Salvador; o pecado te fez surdo para que não pudesses ouvir os tenros convites do Redentor. O pecado virou teus passos para o caminho da morte e derramou veneno na própria fonte do teu ser; ele contaminou teu coração e o fez "enganoso, mais do que todas as coisas, e perverso" (Jr 17:9). Oh, que criatura foste quando o mal fez o possível contigo, antes da interferência da graça divina!

Tu eras um herdeiro da ira como os demais; seguias "a multidão para fazeres o mal" (Ex 23:2). Assim éramos todos nós, porém Paulo nos lembra: "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (1Co 6:11). Temos boas razões, portanto, para odiar o mal quando olhamos para trás e percebemos suas obras mortais. Quão mal esse mal nos fez, pois nossas almas estariam perdidas caso o onipotente amor não tivesse interferido para nos redimir. Mesmo agora, ele é um inimigo ativo, sempre vigiando para nos machucar e nos arrastar à perdição. Portanto, "odiai o mal", ó cristãos, a menos que desejem ter problemas. Se espalhares espinhos em seu caminho e urtigas em teu travesseiro, então, negligenciarás o "odiai o mal"; contudo, se desejas viver uma vida feliz e uma morte pacífica, então, caminhe em todos os caminhos da santidade, odiando o mal até o fim.

Se você realmente ama e honra o seu Salvador, então, "odiai o mal". Não conhecemos qualquer cura para o amor ao mal do que a abundante comunhão com o Senhor Jesus. Viva constantemente com Ele, e será impossível que você tenha paz com o pecado.

Noite

(…) sê, pois, zeloso (…)

(Ap 3:19)

Se você observar as almas convertidas; se você ouvir o grito: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo" (Ap 11:15); se você colocar coroas sobre a cabeça do Salvador e Seu trono for exaltado, então, você será preenchido com zelo, porque o caminho da conversão do mundo deve ser pelo zelo da igreja. A graça fará proezas, mas o zelo deve vir primeiro; prudência, conhecimento, paciência e coragem virão em seguida, porém o zelo estará à frente. Não é a extensão do seu conhecimento, embora isso seja útil; também não é a extensão do seu talento, embora isso não seja algo a ser desprezado; é o seu zelo que fará grandes façanhas. Esse zelo é o fruto do Espírito Santo; o zelo extrai sua força vital das operações continuadas do Espírito Santo na alma. Se a nossa vida interior se encolhe, ou se o nosso coração bate devagar diante de Deus, não conheceremos o zelo; mas, se tudo for vigoroso e forte internamente, então, não poderemos deixar de sentir um amoroso anseio para ver chegar o reino de Cristo, bem como Sua vontade realizada na Terra e no céu.

Um profundo sentimento de gratidão irá nutrir o zelo no cristão. Olhando para o buraco do poço de onde fomos retirados, encontramos abundantes motivos pelos quais devemos gastar e ser gastos por Deus. Zelo também é estimulado pelo pensamento do futuro eterno; olhando com olhos cheios de lágrimas para baixo, para as chamas do inferno, não haverá descanso; olhando para cima, ansiosos pelas glórias do céu, não poderemos deixar de nos estimular. Parece que este tempo é curto comparado ao trabalho a ser feito, e, por isso, ele demanda tudo o que há para a causa do Senhor. Isso é sempre reforçado pela lembrança do exemplo de Cristo.

Ele estava vestido de zelo tal como um manto. Quão rápidas eram as rodas da carruagem da responsabilidade com Ele! Ele sabia não desperdiçar tempo pelo caminho. Vamos provar que somos Seus discípulos manifestando o mesmo espírito de zelo.