Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 11 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) e reconheceram que eles haviam estado com Jesus

(At 4:13)

Um cristão deve ser uma semelhança evidente de Jesus Cristo. Você leu a vida de Cristo, linda e eloquentemente escrita, mas a melhor atividade de Cristo é Sua biografia viva, escrita nas palavras e ações de Seu povo. Se nós formos o que professamos ser, e o que devemos ser, seremos imagens de Cristo; sim, essa evidente semelhança de Cristo que não apenas faz com que o mundo, ao nos olhar por um breve período, possa dizer: "Bem, parece um pouco com Ele", mas, ao observar nossa natureza, exclame: "Ele esteve com Jesus; ele foi ensinado por Ele; ele é como Ele; ele compreendeu o ensino do Santo Homem de Nazaré, e exercita-o em sua vida e ações do dia a dia". Um cristão deve ser como Cristo em Sua ousadia. Nunca se envergonhe de sua religião; sua profissão de fé nunca lhe desonrará; por isso, cuidado para você nunca desonrá-la. Seja como Jesus, valente para o Seu Deus. Imite-O em Seu espírito amoroso; pense amavelmente, fale amavelmente e aja amavelmente, e os homens dirão de você: "Ele esteve com Jesus". Imite Jesus em Sua santidade. Porventura foi Ele zeloso pelo Seu Mestre? Portanto, seja você também; sempre faça o bem. Não deixe o tempo ser desperdiçado: ele é muito precioso. Acaso Ele negou a Si próprio, nunca buscando Seu próprio interesse?

Seja igual. Era Ele reverente? Seja você fervoroso em suas orações. Teve Ele deferência à vontade de Seu Pai? Então, submeta-se a Ele. Foi Ele paciente? Então, aprenda a perseverar. E, acima de tudo, como maior semelhança a Jesus, tente perdoar seus inimigos como Ele fez, e deixe que estas sublimes palavras de seu Mestre, "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23:34), sempre badalem aos seus ouvidos.

Perdoe como você espera ser perdoado. Amontoarás brasas de fogo sobre a cabeça de seu adversário por sua bondade para com ele. Bem pelo mal, lembre-se, é ser semelhante a Deus. Seja assim, portanto, em todas as formas e por todos os meios; viva de modo a que todos possam dizer de você: "Ele esteve com Jesus".

Noite

(…) que deixaste o teu primeiro amor

(Ap 2:4)

Sempre a ser lembrado são os melhores e mais brilhantes momentos, quando, pela primeira vez, vimos o Senhor, perdemos o nosso fardo, recebemos o pacto da promessa, regozijamos na completa salvação, e fomos pelo nosso caminho em paz. Era primavera na alma; o inverno havia passado; os murmúrios dos trovões de Sinai foram se acalmando; os brilhos de seus raios não foram mais percebidos; Deus foi contemplado como reconciliador; a lei não prenunciava vingança, a justiça não exigia qualquer punição. Em seguida, as flores apareceram em nosso coração; esperança, amor, paz e paciência brotaram do gramado; o jacinto do arrependimento, o copo-de-leite da santidade, o açafrão de excelente fé, o narciso do primeiro amor; todos enfeitaram o jardim da alma. O tempo do canto dos pássaros estava chegando, e nos regozijamos com ações de graça; nós exaltamos o santo nome do nosso misericordioso Deus, e nossa decisão foi: "Senhor, eu sou Teu, todo Teu; tudo o que sou, e tudo o que tenho, gostaria de dedicar a Ti.

Tu me compraste com Teu sangue; deixe-me despender e ser gasto em Teu serviço. Na vida e na morte, deixe-me ser consagrado a Ti". Como temos mantido essa decisão? Porventura nosso amor esponsal, ardente com uma chama sagrada de devoção para Jesus, é o mesmo agora? Pode Jesus bem nos dizer: "Tenho porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor" (Ap 2:4)?

Ai de mim! É senão pouco o que fizemos para a glória de nosso Mestre. Nosso inverno durou demasiado tempo. Estamos frios como o gelo quando deveríamos sentir um ardente verão e florescer com flores sagradas. Nós damos a Deus migalhas quando Ele merece tudo, ou melhor, merece o sangue de nosso coração para o serviço de Sua igreja e de Sua verdade.

Mas vamos continuar assim? Ó Senhor, depois de tão ricamente nos ter abençoado, porventura seremos ingratos e nos tornaremos indiferentes a Tua causa e obra? Ó, desperta-nos para que possamos voltar ao nosso primeiro amor e fazer as nossas primeiras obras! Envia-nos uma agradável primavera, ó Sol da Justiça.