Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 12 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo

(2Co 1:5)

Há uma abençoada relação. O Príncipe da Providência carrega uma balança: de um lado Ele coloca as provações de Seu povo e, do outro, Ele coloca as consolações para eles. Quando a escala de provações está quase vazia, você sempre encontrará a escala de consolação na mesma proporção; quando a escala de provações está cheia, você encontrará a escala de consolação igualmente cheia. Quando as nuvens negras estão todas reunidas, a luz mais brilhante nos é revelada. Quando a noite cai, e a tempestade está chegando, o Comandante Celestial está sempre próximo de Sua tripulação.

Isso é algo abençoado, pois quando estamos mais abatidos, então é que somos mais elevados pelas consolações do Espírito. Uma das razões é porque as provações criam mais espaço para a consolação. Grandes corações só podem ser feitos por grandes problemas. A pá dos problemas escava profundamente o reservatório de consolação e cria mais espaço para o consolo. Deus entra em nosso coração; Ele o encontra cheio; Ele começa a quebrar os nossos confortos e o torna vazio; então, há mais espaço para a graça. O homem humilde descansa, mais conforto ele sempre terá, pois estará mais preparado para recebê-lo. Outra razão pela qual muitas vezes somos mais felizes em nossos problemas é esta: temos relações mais íntimas com Deus. Quando o celeiro está cheio, o homem pode viver sem Deus; quando a bolsa está repleta de ouro, tentamos fazer as coisas sem tanta oração.

Contudo, uma vez tomadas as nossas aboboreiras, queremos o nosso Deus; uma vez despejados os ídolos da casa, somos então compelidos a honrar Jeová. "Das profundezas a ti clamo, ó Senhor" (Sl 130:1). Não há clamor tão excelente quanto aquele que vem do fundo das montanhas; nenhuma oração é tão calorosa como a que vem das profundezas da alma através da profundidade das provações e aflições. Por isso, elas nos levam a Deus, e somos mais felizes, pois a proximidade com Deus é felicidade. Venha, aflito crente, não se preocupe com seus pesados problemas, pois eles são os arautos de grandes misericórdias.

Noite

(…) ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre

(Jo 14:16)

O Grande Pai revelou-Se a Si mesmo aos crentes em tempos antigos, antes da vinda de Seu Filho, e foi conhecido por Abraão, Isaque e Jacó como o Deus Todo-Poderoso. Então veio Jesus, e o eternamente abençoado Filho, em Sua própria pessoa, foi o deleite dos olhos de Seu povo. No momento da ascensão do Redentor, o Espírito Santo tornou-Se o cabeça da presente dispensação, e Seu poder foi gloriosamente manifestado durante e após o Pentecostes. Ele continua a ser, até agora, o presente Emanuel-Deus conosco, habitando em e com o Seu povo, avivando, guiando e governando em seu meio. Acaso Sua presença é reconhecida como deveria ser?

Não podemos controlar Sua operação; Ele é soberano em todas as Suas ações. Contudo, estamos nós suficientemente ansiosos para obter Sua ajuda, ou suficientemente atentos para que não O provoquemos a retirar Sua ajuda? Sem Ele nada podemos fazer, mas, através de Seu poder onipotente, os resultados mais extraordinários podem ser alcançados; tudo depende da manifestação ou ocultação de Seu poder. Será que sempre olhamos para Ele, tanto pela nossa vida interior como por nosso serviço exterior, com respeitosa dependência? Não é verdade que muitas vezes agimos antes de Seu chamado e independente de Sua ajuda? Vamos nos humilhar esta noite por negligências passadas e suplicar que o orvalho celeste descanse sobre nós, o óleo sagrado venha nos ungir, a chama celestial queime dentro de nós. O Espírito Santo não é um dom temporário; Ele permanece com os santos.

Temos senão que procurá-Lo corretamente e Ele será encontrado por nós. Ele é zeloso, mas Ele também é misericordioso; se Ele retira-Se provocado, retorna em misericórdia. Condescendente e piedoso, Ele não está cansado de nós, mas aguarda ser gracioso.