Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel
(Is 7:14)
Vamos hoje descer a Belém e, na companhia de pastores admirados e magos adoradores, ver Aquele que nasceu o Rei dos judeus, pois nós, pela fé, também podemos reivindicar interesse nEle, e cantar: "Um menino nos nasceu, um filho se nos deu" (Is 9:6). Jesus é Jeová encarnado, nosso Senhor e nosso Deus, e ainda nosso irmão e amigo. Adoremos e admiremos. Percebamos, à primeira vista, Sua miraculosa concepção. Foi algo sem precedentes e sem paralelo, que uma virgem pudesse conceber e ter um Filho.
A primeira promessa ocorreu deste modo: "A semente da mulher" (Gn 3:15), e não a descendência do homem. Uma vez que a mulher liderou o caminho do pecado que trouxe o Paraíso perdido, ela, e somente ela, conduz à Retomada do Paraíso. Nosso Salvador, embora verdadeiramente homem, em Sua natureza humana, foi o Santo de Deus. Curvemo-nos, de forma reverente, diante da sagrada Criança, cuja inocência restaura, à natureza humana, sua antiga glória, e oremos para que Ele possa ser formado em nós, a esperança da glória (Cl 1:27). Não deixemos de notar, também, Sua origem humilde. Sua mãe é descrita apenas como "uma virgem". Não uma princesa, ou uma profetiza, ou uma mulher com grandes propriedades. Verdadeiramente o sangue dos reis corria em suas veias, e sua condição não era tão simples ou iletrada que não lhe permitisse cantar docemente uma canção de louvor. Notemos, ainda, quão humilde era sua posição, quão pobre o homem a quem ela ficou prometida, e quão miserável a acomodação conferida ao recém-nascido Rei! Emanuel, Deus conosco em nossa natureza, em nossa tristeza, em nossos trabalhos, em nossa punição, em nossa sepultura e, agora, conosco, ou melhor, nós com Ele, na ressurreição, ascensão, triunfo, e esplendor do Segundo Advento.