Porquanto com amor eterno te amei
(Jr 31:3)
Às vezes, o Senhor Jesus expressa à Sua Igreja os Seus pensamentos amorosos. Como diz Erskine: "Ele não acha suficiente falar-lhe reservadamente, mas, em Sua própria presença, o Senhor diz: 'Tu és toda formosa, meu amor' (Ct 4:7). É verdade, esse não é o Seu método habitual. Ele é um amante muito experiente, e sabe quando deve reter Sua declaração de amor e quando expressá-la. No entanto, há momentos em que Ele não fará segredo de Seu amor, momentos em que Ele irá expressá-lo indiscutivelmente na alma de Seu povo".
O Espírito Santo muitas vezes Se satisfaz, de forma graciosa, em testemunhar do amor de Jesus ao nosso espírito. Ele traz as coisas de Cristo e no-las revela. Nenhuma voz se ouviu das nuvens, e nenhuma visão foi vista no meio da noite, mas nós temos um testemunho mais certo que qualquer uma dessas coisas. Se um anjo viesse desde o céu e lhe informasse pessoalmente do amor do Salvador, esse testemunho não seria nem um pouco mais satisfatório do que aquele que é manifestado no coração do crente pelo Espírito Santo. Pergunte àqueles do povo do Senhor que vivem mais próximo às portas do céu, e eles dirão que tiveram épocas em que o amor de Cristo para com eles foi tão claro e seguro que nunca mais poderiam duvidar desse amor, tanto quanto questionar sua própria existência. Sim, amado crente, você e eu tivemos momentos de refrigério pela presença do Senhor; então, a nossa fé foi elevada à altura dos mais altos montes da confiança. Tivemos a convicção de inclinar nossa cabeça sobre o peito de nosso Senhor e não mais questionar o carinho de nosso Mestre para conosco. O Senhor nos beijou com os beijos da Sua boca (Ct 1:2), e aniquilou nossas dúvidas pela proximidade de Seu abraço. Seu amor foi mais doce que o vinho as nossas almas (Ct 4:10). Ralph Erskine (1685 - 1752) foi um pregador da igreja presbiteriana em Dunfermline, na Escócia. (N.T.)