Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 16 de dezembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

“Vinde a mim (…)” (Mt 11:28) A proclamação do Cristianismo está na gentil palavra "vinde". A lei judaica duramente diz: "Vá; cuidado com os teus passos no caminho em que hás de andar; quebre os mandamentos e perecerás; guarde-os, e viverás". A lei era uma dispensação de terror que conduzia o homem diante dela tal como um flagelo. O evangelho chama com laços de amor. Jesus é o bom pastor que vai adiante de Suas ovelhas, convidando-as a Lhe seguir, e sempre levando-as com a doce palavra "vinde".

A lei repele, o evangelho atrai. A lei mostra a distância que existe entre Deus e o homem; o evangelho cria uma ponte sobre o terrível abismo, e leva o pecador por sobre ela. Desde o primeiro momento de sua vida espiritual até o dia em que você for levado para a glória, a palavra de Cristo a você será: "Vinde, vinde a mim". Como uma mãe que estende a mão para sua filha e a encoraja a andar, dizendo "venha", o mesmo faz Jesus. Ele sempre estará a sua frente, encorajando-o a segui-Lo, assim como o soldado segue o seu capitão. Ele vai sempre adiante de você para pavimentar seu caminho e limpar seu trajeto, e você ouvirá Sua inspiradora voz chamando-o a segui-Lo por toda a vida. E, na solene hora da morte, Suas doces palavras, com as quais Ele irá conduzi-lo para o mundo celestial, serão: "Vinde, benditos de meu Pai" (Mt 25:34). Além disso, não é apenas o clamor de Cristo a você, pois se você for um verdadeiro crente, o seu clamor para Cristo será: "Venha! Venha!". Você estará ansioso pelo Seu segundo advento, e dirá: "Venha depressa, Senhor Jesus". Você estará ansioso por uma comunhão mais íntima e próxima com Ele. Assim como o clamor do Senhor para você é "vinde", sua resposta a Ele será: "Vem, Senhor, e fica comigo; vem, e ocupe sozinho o trono do meu coração, e reine sem qualquer rival; consagra-me inteiramente ao Teu serviço".

Noite

"Nem tu as ouviste, nem tu as conheceste, nem tampouco há muito foi aberto o teu ouvido (…)“ (Is 48:8) É doloroso lembrar que, em certo grau, essa acusação pode ser pregada na porta de crentes que, muitas vezes, estão insensíveis espiritualmente. Podemos muito bem lamentar que nós não ouvimos a voz de Deus como devíamos. "Nem tu as ouviste". Há suaves manifestações do Espírito Santo na alma que são ignoradas por nós. Há sussurros do mandamento divino e do amor celestial que são igualmente despercebidos pelos nossos intelectos de chumbo.

Ai de mim! Temos sido descuidadamente ignorantes. "Nem tu as conheceste". Há assuntos que devíamos ter visto; corrupções que fizeram progressos despercebidos; doces afeições que estão sendo arruinadas como flores no gelo, sendo por nós neglicenciadas; vislumbres da face divina que podem ser percebidos se não murarmos as janelas da nossa alma. Mas nós "não as conhecemos". Quando pensamos nisso, ficamos humilhados no mais profundo egoísmo. Como devemos louvar a graça de Deus conforme entendemos que toda essa loucura e ignorância de nossa parte foi conhecida por Deus, e, apesar de Sua presciência, Ele ainda tem prazer em tratar conosco de forma misericordiosa! Admire a maravilhosa e soberana graça por nos ter escolhido à vista de tudo isso! Maravilhe-se pelo preço que foi pago por nós quando Cristo sabia o que seríamos! Aquele que foi pendurado na cruz previu quão incrédulos, apostatas, frios de coração, indiferentes, descuidados, negligentes em oração nós seríamos, e, ainda assim, Ele disse: "Eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador (...) Desde que fostes precioso aos Meus olhos, também fostes honrado, e Eu te amei. Portanto, darei homens por Ti, e povos pela Tua vida!" (Is 43:3-4). Ó redenção, quão maravilhosamente resplandece quando pensamos quão sujos nós somos! Ó Espírito Santo, dai-nos, a partir de agora, um ouvido que ouve e um coração que entenda!