Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 20 de novembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma (…)

(Lm 3:58)

Observe quão positivamente fala o profeta. Ele não diz: "Eu espero, eu confio, eu às vezes penso que Deus pleiteia as causas da minha alma", mas afirma como uma questão de fato que não pode ser contestada. "Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma". Vamos, com ajuda do gracioso Consolador, nos livrar dessas dúvidas e medos que tanto desfiguram nossa paz e conforto. Seja essa a nossa oração, feita com a voz rouca de desconfiança e suspeita, para sermos capazes de falar com a voz clara e melodiosa da absoluta certeza.

Observe quão grato fala o profeta, atribuindo toda a glória a Deus. Perceba que não há uma palavra sobre si mesmo ou sobre suas próprias alegações. Ele não atribui sua libertação, em nenhuma medida, a qualquer homem, e muito menos ao seu próprio mérito. "Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, remiste a minha vida". Um espírito grato deve sempre ser cultivado pelo cristão; especialmente após livramentos, devemos oferecer louvores ao nosso Deus. A Terra deveria ser um templo repleto de louvores de santos agradecidos e, todos os dias, ser um incensário com o incenso aromático de ação de graças. Quão alegre Jeremias parecia estar enquanto registrava a misericórdia do Senhor. Quão triunfalmente ele erguia a fadiga! Ele tinha sido descido à masmorra, e nenhum outro além do choroso profeta. No entanto, no próprio livro que é chamado de "Lamentações", claro como a canção de Miriam quando ela corria os dedos no tamborim (Jz 4:6), alto como o cântico de Débora quando encontrou Baraque com gritos de vitória (Jz 5:1), assim ouvimos a voz de Jeremias indo para o céu: "Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, remiste a minha vida". Ó filho de Deus, busque uma experiência vital da bondade do Senhor e, quando você a tiver, fale positivamente dela, cante com gratidão, e grite triunfante.

Noite

Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa na rocha

(Pv 30:26)

Conscientes de seu próprio desamparo natural, os coelhos fazem suas tocas nas rochas e ficam seguros de seus inimigos. Meu coração, esteja disposto a aprender uma lição com este povo débil. Tu és tão fraco e tão exposto ao perigo como o tímido coelho; seja, então, sábio em procurar um abrigo. Minha melhor segurança está nos suprimentos do imutável Jeová, onde Suas inalteráveis promessas se estabelecem como gigantes paredes de pedra. Será bom para ti, meu coração, se puderes sempre esconder-te nos baluartes de Seus gloriosos atributos, os quais são garantias de segurança para aqueles que depositam sua confiança nEle. Bendito seja o nome do Senhor, eu tenho feito assim, e encontrei a mim mesmo como Davi, em Adulão (1Sm 22:1), a salvo da crueldade do meu inimigo; eu agora não tenho que descobrir a bem-aventurança do homem que coloca sua confiança no Senhor (Sl 40:4), pois há muito tempo, quando Satanás e os meus pecados me perseguiam, eu fugi para a fenda da rocha-Cristo Jesus, e, em Seu lado perfurado, encontrei um lugar de agradável descanso. Meu coração, corra para Ele de novo esta noite, seja qual for a tua presente tristeza; Jesus sente por ti; Jesus te consola; Jesus irá te ajudar. Nenhum monarca, em sua impenetrável fortaleza, está mais seguro do que o coelho em sua casa na rocha. O mestre de dez mil carros não está nem um pouco mais protegidos do que o pequeno morador na fenda da montanha. Em Jesus, os fracos são fortes, e o indefeso está seguro; eles não poderiam estar mais fortes se fossem gigantes, ou mais seguros se estivessem no céu. A fé dá aos homens na Terra a proteção do Deus do céu; mais do que isso eles não precisam ou desejam. Os coelhos não podem construir um castelo, mas se valem do que já está lá; eu não posso me tornar um refúgio, mas Jesus o ofereceu, Seu Pai Lhe deu, o Seu Espírito o revelou, e eis que, de novo, esta noite, eu entrarei nele, e ficarei seguro de cada inimigo.