(…) meninos em Cristo
(1Co 3:1)
Crente, acaso você está lamentando porque você é muito fraco na vida divina, e sua fé é pouca, e seu amor é fraco? Anime-se, pois você tem um motivo de gratidão. Lembre-se que, em algumas coisas, você é tão igual aos maiores e mais amadurecidos cristãos. Você é tão comprado com sangue como eles são. Você é tanto um filho adotado de Deus como qualquer outro crente.
Uma criança é tão verdadeiramente filho de seus pais como é o homem adulto. Você está completamente justificado, pois sua justificação não é uma coisa em graus; sua pequena fé lhe fez ficar completamente limpo. Você tem tanto direito às coisas preciosas da aliança como os crentes mais amadurecidos, pois seu direito às misericórdias da aliança não reside em seu crescimento, mas no próprio pacto, e sua fé em Jesus não é a medida, mas o símbolo de sua herança nEle. Você é tão rico como o mais rico, se não em deleite, contudo, em posse real. A menor estrela que brilha está posta no céu; o mais fraco raio de luz tem afinidade com o grande astro do dia. No registro familiar da glória, o pequeno e o grande estão escritos com a mesma caneta. Você é tão querido ao coração do vosso Pai como o maior na família. Jesus é muito tenro sobre você. Você é como o pavio que fumega; um espírito mais áspero diria: "Coloque para fora o pavio que fumega; ele enche a sala com um odor desagradável!", mas o pavio fumegante Ele não apagará (Mt 12:20).
Você é como uma cana quebrada, e nada menos que a tenra mão do Músico Chefe irá segurá-lo, porém Ele nunca a esmagará. Em vez de estar abatido pelo motivo que você está, você deve triunfar em Cristo. Sou eu pequeno em Israel? No entanto, em Cristo, sou feito para assentar nos lugares celestiais (Ef 2:6). Sou pobre em fé? Em Jesus, sou herdeiro de todas as coisas. Apesar de "menos de nada posso eu me gabar, mas apenas vaidade confessar", contudo, se a raiz da questão está em mim, eu me alegrarei no Senhor, e me gloriarei no Deus da minha salvação (Hb 3:18). "Menos de nada posso eu me gabar, mas apenas vaidade confessar" é o trecho de um hino escrito por Isaac Watts (1674 - 1748), poeta, pregador e teólogo inglês. (N.T.)