Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 16 de outubro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Disse-lhes Jesus: Vinde, comei (…)

(Jo 21:12)

Com essas palavras o crente é convidado a uma sagrada proximidade com Jesus. "Vinde, comei" implica a mesma mesa e o mesmo alimento; sim, e às vezes significa sentar lado a lado, e inclinar nossa cabeça sobre o peito do Salvador. Está sendo feito um convite para o salão de banquetes, onde tremula a bandeira do amor redentor (Ct 2:4). "Vinde, comei" nos dá uma ideia de união com Jesus, pois o único alimento que podemos banquetear quando comemos com Jesus é Ele mesmo. Oh, que união é essa!

É tão profunda que a razão não pode compreender, pois nos alimentamos de Jesus. "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6:56). É também um convite para desfrutar da comunhão com os santos. Os cristãos podem ser diferentes em uma variedade de pontos, mas todos têm um único apetite espiritual; se não podemos ter as mesmas experiências, todos podemos nos alimentar igualmente com o pão da vida enviado do céu (Jo 6:51). Na mesa da comunhão com Jesus somos um só pão e um só cálice. Como o cálice de amor passa a todos, nós brindamos cordialmente uns aos outros nesse fato. Chegue mais perto de Jesus e você se encontrará ligado, mais e mais, no espírito de todos os que são como a ti mesmo, supridos pelo mesmo maná celestial. Se estivermos mais perto de Jesus, ficaremos mais próximos uns dos outros.

Nós também vemos nessas palavras a origem da força para cada cristão. Olhar para Cristo é viver, mas para receber a força para servi-Lo, você deve "vir e comer". Trabalhamos sob uma fraqueza desnecessária por conta de negligenciarmos esse convite do Mestre. Nenhum de nós precisa ficar em uma pobre dieta; pelo contrário, devemos nos engordar pelo tutano e gordura (Sl 63:5) do evangelho, para que possamos acumular força, e encorajar cada energia ao seu máximo, no serviço do Mestre. Assim, se você entender a proximidade com Jesus, a união com Jesus, o amor ao Seu povo, e a força vinda de Jesus, "vinde, comei" com Ele pela fé.

Noite

Porque em ti está o manancial da vida (…)

(Sl 36:9)

Há momentos em nossa experiência espiritual que o conselho, a simpatia, e as ordenanças religiosas falham em nos confortar ou ajudar. Por que nosso Deus misericordioso permite isso? Talvez seja porque temos vivido muito sem Ele; por isso, Ele tira tudo aquilo sobre o qual temos o hábito de depender, a fim de nos trazer para Si mesmo. É algo abençoado viver no manancial. Enquanto nosso odre está cheio, ficamos satisfeitos, como Agar e Ismael, em ir para o deserto, mas quando está seco, nada nos ajudará senão "Tu és Deus que me vê" (Gn 16:13).

Somos como o filho pródigo; amamos as alfarrobas dos suínos e esquecemos a casa de nosso Pai. Lembre-se: nós podemos fazer alfarrobas mesmo das atividades religiosas; elas são coisas abençoadas, mas podemos colocá-las no lugar de Deus, e, então, não terão qualquer valor. Tudo se torna um ídolo quando nos mantém longe de Deus; mesmo a serpente de bronze deve ser desprezada como "Neustã" (2Rs 18:4) se nós a adorarmos em vez de Deus. O filho pródigo nunca esteve mais seguro do que quando foi levado ao seio de seu pai, pois não poderia encontrar sustento em qualquer outro lugar. Nosso Senhor nos favorece com uma fome na Terra para que isso nos faça buscá-Lo ainda mais. A melhor posição para um cristão é viver, integral e diretamente, na graça de Deus, permanecendo onde primeiro esteve, "nada tendo, e possuindo tudo" (2Co 6:10). Nunca pensemos, por sequer um momento, que a nossa força está em nossa santificação, nossa mortificação, nossas graças ou nossos sentimentos, mas entendamos que, porque Cristo ofereceu uma expiação completa, por isso somos salvos, uma vez que somos perfeitos nEle. Não tendo coisa alguma própria para confiar, mas repousando apenas sobre os méritos de Jesus, Sua paixão e vida santa nos fornecem a única base segura de confiança. Amados, quando somos levados a uma condição sequiosa, devemos voltar impetuosamente para a fonte da vida.