Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 15 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Não temerá maus rumores (…)

(Sl 112:7)

Cristão, você não deve temer a chegada de más notícias, pois se você ficar angustiado com elas, o que faz você mais do que os outros homens? Outros não têm o seu Deus para correrem; eles nunca provaram Sua fidelidade como você já o fez; então, não é de admirar se ficarem abatidos com preocupações e intimidados com medo; contudo, você professa ser de outro espírito; você foi gerado de novo para uma viva esperança (1Pe 1:3), e seu coração vive no céu, e não nas coisas terrenas; agora, se você é visto perturbado como os outros, qual é o valor daquela graça que você professa ter recebido? Onde está a dignidade dessa nova natureza que você alega possuir? Se você for surpreendido com o alarme, tal como são os demais, você certamente será levado aos pecados tão comuns aos outros em circunstâncias difíceis. Os ímpios, quando são alcançados por más notícias, se rebelam contra Deus; eles murmuram e pensam que Deus os trata mal. Acaso você vai cair nesse mesmo pecado? Irá você provocar o Senhor como fazem eles? Além disso, os não convertidos frequentemente recorrem a meios errados para escaparem das dificuldades, e você com certeza fará o mesmo se o seu pensamento for semelhante ao deles. Confie no Senhor e espere nEle. O mais sensato é fazer como Moisés fez no Mar Vermelho: "Estai quietos, e vede o livramento do Senhor" (Ex 14:13). Se você der lugar ao medo quando ouvir más notícias, você não será capaz de receber o problema com a calma compostura que anima as responsabilidades, e que sustenta debaixo da adversidade.

Como você pode glorificar a Deus se você agir covardemente? Santos, muitas vezes, cantaram altos louvores a Deus em meio ao fogo; será que suas dúvidas e desespero, agindo como se não houvesse ninguém para ajudálo, magnificará o Altíssimo? Então, coragem, e descanse na segura confiança a respeito da fidelidade de Deus quanto a Sua aliança, não deixando seu coração ser incomodado, nem ser atemorizado.

Noite

(…) um povo que lhe é chegado (…)

(Sl 148:14)

A dispensação da antiga aliança era a da distância. Quando Deus apareceu ao Seu servo Moisés, Ele disse: "Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés" (Ex 3:5); e quando Se manifestou sobre o Monte Sinai ao Seu povo escolhido e separado, um dos primeiros mandamentos foi: "Marcarás limites ao povo em redor" (Ex 19:12). Tanto no culto sagrado do tabernáculo quanto do templo, a ideia de distância sempre esteve proeminente. A massa do povo nem sequer podia entrar no átrio exterior. Dentro da parte interna, ninguém senão os sacerdotes poderia se atrever a ingressar; ao lugar mais íntimo, o santo dos santos, o sumo sacerdote entrava apenas uma vez no ano. Era como se o Senhor, naqueles primeiros tempos, ensinasse aos homens que o pecado era-Lhe tão absolutamente repugnante que Ele deveria tratar os homens à semelhança dos leprosos colocados fora do arraial (Lv 13:46); e quando o Senhor chegou mais próximo a eles, Ele os fez sentirem a distância da separação entre um Deus santo e um pecador impuro. Quando veio o evangelho, nós fomos colocados em um relacionamento completamente diferente. A palavra "vai" foi substituída pela "vem"; a distância deu lugar à proximidade, e nós, que outrora estávamos longe, fomos feitos perto pelo sangue de Jesus Cristo (Ef 2:13). A Divindade encarnada não tem um muro de fogo ao Seu redor (Zc 2:5). "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11:28) é a proclamação jubilosa de Deus no momento em que Ele aparece na condição humana. Ele agora não ensina ao leproso, a respeito de sua lepra, colocando-o à distância, mas Ele próprio sofre a penalidade de sua contaminação.

Que estado de segurança e privilégio é esse próximo a Deus através de Jesus! Você conhece isso por experiência? Se você o sabe, está você vivendo nesse poder? Maravilhosa é essa proximidade; no entanto, ela será seguida por uma dispensação de ainda maior proximidade, quando se dirá: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará" (Ap 21:3). Apressa-te, ó Senhor.