Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 3 de setembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) tu, a quem ama a minha alma (…)

(Ct 1:7)

É bom ser capaz de dizer a respeito do Senhor Jesus, sem qualquer "se" ou "mas": "Tu, a quem ama a minha alma". Muitos podem dizer de Jesus apenas que eles esperam amá-Lo; eles têm certeza que O amam, mas apenas uma experiência pobre e superficial fará com que permaneçam da mesma forma. Ninguém deve dar qualquer descanso ao seu espírito até que se sinta muito certo sobre um assunto de vital importância. Não devemos ficar satisfeitos com uma esperança superficial que Jesus nos ama, e com uma confiança limitada que nós O amamos. Os antigos santos geralmente não utilizavam "mas", ou "se", ou "espero", porém falavam de forma clara e positiva.

"Eu sei em quem tenho crido" (2Tm 1:13), diz Paulo. "Eu sei que o meu Redentor vive" (Jó 19:25), disse Jó. Obtenha um conhecimento positivo do seu amor a Jesus, e não fique satisfeito até que você possa falar de seu interesse por Ele como uma realidade, estando seguro por ter recebido o testemunho e o selo do Espírito Santo sobre a tua alma pela fé. O verdadeiro amor a Cristo é, em todos os casos, uma obra do Espírito Santo, e deve ser forjada por Ele no coração. Ele é a causa eficiente do verdadeiro amor; contudo, a razão lógica para que nós amemos a Jesus encontra-se nEle mesmo. Por que amamos a Jesus? Porque Ele nos amou primeiro (1Jo 4:19).

Por que amamos a Jesus? Porque Ele "deu a si mesmo por nós" (Tt 2:14). Nós temos vida através de Sua morte; temos paz através de Seu sangue. Embora fosse rico, por amor de nós, Se fez pobre (2Co 8:9). Por que amamos a Jesus? Por causa da excelência da Sua pessoa.

Estamos repletos com um sentimento de Sua beleza, uma admiração por Seus encantos, uma consciência de Sua infinita perfeição! Sua grandeza, bondade e beleza, em um raio resplandecente, se combinam para encantar a alma até que ela seja de tal modo arrebatada que exclama: "Sim, ele é totalmente desejável" (Ct 5:6). Abençoado seja esse amor; um amor que une o coração com cadeias mais macias que a seda, embora mais fortes que o adamante!

Noite

O Senhor prova o justo (…)

(Sl 11:5)

Todos os acontecimentos estão sob o controle da Providência; consequentemente, todas as provações da nossa vida são rastreáveis, a um só tempo, até a grande Causa Primeira. Fora do portão de ouro das ordenanças de Deus, os exércitos da provação marcham adiante e em ordem, vestidos com sua armadura de ferro e armados com armas de guerra. Todas as providências são portas para provações. Mesmo nossas misericórdias, tal como rosas, têm seus espinhos. Os homens podem estar mergulhados em mares de prosperidade, bem como em rios de aflição.

Nossas montanhas não são muito altas, nem nossos vales são muito baixos para as tentações; provações espreitam em todas as estradas. Em todos os lugares, em cima e embaixo, estamos cercados e rodeados de perigos. No entanto, nenhuma chuva cai da ameaçadora nuvem que não seja permitida; cada gota tem a sua ordem antes que se precipite sobre a terra. As provações que vêm de Deus são enviadas para provar e fortalecer nossas graças, para ilustrar o poder da graça divina, para testar a autenticidade de nossas virtudes e aumentar-lhes a energia. Nosso Senhor, em Sua infinita sabedoria e superabundância de amor, coloca tão alto o valor da fé de Seu povo que Ele não irá protegê-los dessas provações através das quais a fé é fortalecida. Você nunca teria a preciosa fé que agora o sustenta se a provação da vossa fé não tivesse sido feita semelhante ao fogo. Você é uma árvore que nunca teria sido tão bem enraizada se o vento não tivesse lhe balançado de lá para cá, e feito você agarrar firme as preciosas verdades do pacto da graça. A facilidade mundana é uma grande inimiga da fé; ela solta as juntas dos valores santos e rompe os tendões da coragem sagrada.

O balão nunca sobe até que os cabos sejam cortados; a aflição faz sua obra de afiar as almas crentes. Enquanto o trigo está acomodado confortavelmente na casca, ele é inútil ao homem; ele deve ser trilhado para fora de seu lugar de descanso antes de seu valor poder ser conhecido. Assim, é bom que o Senhor prove o justo, pois o faz crescer abundante para Ele.