(…) ordenou a sua aliança para sempre (…)
(Sl 111:9)
O povo do Senhor deleita-se na própria aliança. É uma fonte inesgotável de consolo todas as vezes em que o Espírito Santo os leva a Sua casa de banquetes e tremula Seu estandarte de amor (Ct 2:4). Eles se deleitam em contemplar a antiguidade desse pacto, lembrando que antes do sol conhecer o seu lugar, ou os planetas estarem em suas órbitas, os interesses dos santos foram feitos seguros em Cristo Jesus. É particularmente agradável lembrarem a certeza da aliança enquanto meditam sobre "as firmes beneficências de Davi" (Is 55:3). Eles se deleitam em celebrar o pacto como sendo "assinado, selado, e ratificado, em todas as coisas bem ordenadas". A aliança faz com que, muitas vezes, seus corações se dilatem com a alegria de pensar em sua imutabilidade, como uma aliança que nem o tempo ou a eternidade, a vida ou a morte, jamais serão capazes de violar; uma aliança tão antiga quanto a eternidade e tão eterna como a Rocha dos séculos. Eles também se alegram em se banquetearem sob a plenitude dessa aliança, porque veem nela todas as coisas lhes sendo fornecidas. Deus é a porção deles; Cristo, o companheiro; o Espírito Santo, o Consolador; a Terra, o alojamento; e o céu, a casa deles. Eles veem na aliança uma herança reservada e transmitida a toda alma que possui interesse em sua antiga e eterna escritura de doação. Seus olhos brilharam quando viram a aliança como um tesouro na Bíblia; mas, oh! quão alegradas foram suas almas quando viram, no ato de última vontade de seu divino Parente, que isso lhes foi legado!
De modo mais específico, é o prazer do povo de Deus contemplar a graça desta aliança. Eles veem que a lei foi anulada porque era um pacto de obras e dependia de mérito, mas a consideram duradoura, uma vez que graça é a base, a graça da condição, graça da constrição, graça do baluarte, graça da fundação, graça da pedra de esquina. A aliança é um tesouro de riqueza, um celeiro de alimentos, uma fonte de vida, um depósito de salvação, uma carta de paz, um refúgio de alegria. "Assinado, selado, e ratificado, em todas as coisas bem ordenadas" é o trecho de um hino escrito pelo hinista John Kent (1766 - 1843). (N.T.)