Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 26 de agosto

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) ordenou a sua aliança para sempre (…)

(Sl 111:9)

O povo do Senhor deleita-se na própria aliança. É uma fonte inesgotável de consolo todas as vezes em que o Espírito Santo os leva a Sua casa de banquetes e tremula Seu estandarte de amor (Ct 2:4). Eles se deleitam em contemplar a antiguidade desse pacto, lembrando que antes do sol conhecer o seu lugar, ou os planetas estarem em suas órbitas, os interesses dos santos foram feitos seguros em Cristo Jesus. É particularmente agradável lembrarem a certeza da aliança enquanto meditam sobre "as firmes beneficências de Davi" (Is 55:3). Eles se deleitam em celebrar o pacto como sendo "assinado, selado, e ratificado, em todas as coisas bem ordenadas". A aliança faz com que, muitas vezes, seus corações se dilatem com a alegria de pensar em sua imutabilidade, como uma aliança que nem o tempo ou a eternidade, a vida ou a morte, jamais serão capazes de violar; uma aliança tão antiga quanto a eternidade e tão eterna como a Rocha dos séculos. Eles também se alegram em se banquetearem sob a plenitude dessa aliança, porque veem nela todas as coisas lhes sendo fornecidas. Deus é a porção deles; Cristo, o companheiro; o Espírito Santo, o Consolador; a Terra, o alojamento; e o céu, a casa deles. Eles veem na aliança uma herança reservada e transmitida a toda alma que possui interesse em sua antiga e eterna escritura de doação. Seus olhos brilharam quando viram a aliança como um tesouro na Bíblia; mas, oh! quão alegradas foram suas almas quando viram, no ato de última vontade de seu divino Parente, que isso lhes foi legado!

De modo mais específico, é o prazer do povo de Deus contemplar a graça desta aliança. Eles veem que a lei foi anulada porque era um pacto de obras e dependia de mérito, mas a consideram duradoura, uma vez que graça é a base, a graça da condição, graça da constrição, graça do baluarte, graça da fundação, graça da pedra de esquina. A aliança é um tesouro de riqueza, um celeiro de alimentos, uma fonte de vida, um depósito de salvação, uma carta de paz, um refúgio de alegria. "Assinado, selado, e ratificado, em todas as coisas bem ordenadas" é o trecho de um hino escrito pelo hinista John Kent (1766 - 1843). (N.T.)

Noite

E logo toda a multidão, vendo-o, ficou espantada e, correndo para ele, o saudaram

(Mc 9:15)

Quão grande é a diferença entre Moisés e Jesus! Quando o profeta do Horebe esteve quarenta dias na montanha, ele passou por uma espécie de transfiguração, de modo que seu rosto resplandecia com extraordinário brilho (Ex 34:29); foi preciso colocar um véu sobre seu rosto, pois o povo não conseguia suportar olhar sua glória. Não é assim com nosso Salvador. Ele foi transfigurado com maior glória do que a de Moisés e, ainda assim, não está escrito que as pessoas foram ofuscadas pelo esplendor de Seu rosto, mas que foram surpreendidas e, correndo para Ele, O saudaram. A glória da lei repele, mas a glória maior de Jesus atrai. Apesar de Jesus ser santo e justo, misturada com Sua pureza há muito de verdade e graça, o que faz com que os pecadores corram para Ele, espantados com Sua bondade e fascinados por Seu amor; eles O saúdam, tornam-se Seus discípulos, e O fazem Senhor e Mestre deles. Leitor, pode ser que você agora esteja ofuscado pelo brilho deslumbrante da lei de Deus; você sente as reivindicações dela em sua consciência, porém você não consegue guardá-las em sua vida. Não que você encontre a lei falha; ao contrário, ela demanda sua profunda estima, embora, de modo algum, você possa aproximar-se de Deus por meio dela; você está particularmente endurecido de coração e beirando o desespero. Ah, pobre coração! vire os teus olhos de Moisés, com todo o seu esplendor que afasta, e olhe para Jesus, resplandecente com glórias compassivas. Veja o fluxo de Suas feridas e Sua cabeça coroada de espinhos! Ele é o Filho de Deus, e é aqui que Ele é maior do que Moisés; Ele é o Senhor do amor, e é aqui que Ele é mais tenro do que o antigo legislador. Jesus suportou a ira de Deus e, em Sua morte, revelou mais da justiça de Deus do que o Sinai em chamas; contudo, essa justiça está agora vindicada; e, de agora em diante, é o guardião dos crentes em Jesus. Olhe, pecador, para o Salvador sangrando, e tal como sentes a atração do Seu amor, corra para Seus braços e serás salvo.