Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 22 de agosto

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor

(Ct 5:8)

Tal é a linguagem do ofegante crente após a presente comunhão com Jesus: ele está enfermo por seu Senhor. Almas graciosas nunca estão perfeitamente à vontade, exceto em um estado de proximidade com Cristo, pois quando estão longe dEle, perdem a sua paz. Mais proximidade a Ele, mais próximo da perfeita serenidade do céu; mais perto dEle, mais cheio está o coração, não só de paz, mas de vida, e vigor, e alegria, pois tudo isso depende da constante comunhão com Jesus. Aquilo que o sol é para o dia, e a lua é para a noite, e o orvalho é para a flor, tal é Jesus Cristo para nós. O que o pão é para os famintos, e as roupas para o desnudo, e a sombra de uma grande rocha para o viajante em terra sedenta, tal é Jesus Cristo para nós. Portanto, se não formos conscientemente um com Ele, não será surpresa se o nosso espírito clamar as mesmas palavras de Cantares: "Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor". Esse desejo ardente por Jesus tem uma bênção associada: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça" (Mt 5:6). Portanto, extremamente bem-aventurados os que têm sede pelo Justo; bem-aventurados os que têm fome, pois que isso vem de Deus; e se eu não puder ter a completa bem-aventurança de ser farto, buscarei a mesma bem-aventurança nos doces florescentes anseios, em tristeza e fervor, até ser farto com Cristo; se não puder me alimentar de Jesus, isso será a mais celestial proximidade de ter fome e sede dEle. Há um significado sagrado sobre essa fome, uma vez que ela brilha entre as bem-aventuranças de nosso Senhor: a bênção envolve uma promessa, pois tais famintos "serão fartos" com aquilo que desejam. Se Cristo assim nos faz estar, mesmo que por algum tempo, Ele certamente satisfará essa necessidade por Ele, e, quando Ele vier a nós, tal como virá, oh, quão doce será!

Noite

(…) as riquezas incompreensíveis de Cristo

(Ef 3:8)

Meu Mestre tem riquezas além da quantificação aritmética, da avaliação da razão, da criatividade da imaginação, ou da eloquência das palavras. Elas são insondáveis! Você pode olhar, e estudar, e pesar, mas Jesus é um grande Salvador maior do que você pensa que Ele seja, mesmo quando seus pensamentos são os mais elevados. Meu Senhor está mais preparado a perdoar do que você a pecar, mais habilitado a absolver do que você a transgredir. Meu Mestre está mais disposto a suprir suas necessidades do que você está em declará-las.

Nunca tolere pensamentos pequenos a respeito de meu Senhor Jesus. Quando você coloca a coroa em Sua cabeça, você irá coroá-lo senão com a prata, quando, na verdade, Ele merece o ouro. Meu Mestre tem riquezas de felicidade para agora lhe prover. Ele pode fazer você se deitar em verdes pastos e guiá-lo às águas refrescantes (Sl 23:2). Não há música como a música de Sua flauta quando Ele é o pastor e, você, a ovelha que descansa aos Seus pés. Não há amor como o dEle; terra e céu não podem igualar. Conhecer a Cristo e ser encontrado nEle; oh! isso é vida, isso é alegria, isso é tutano e gordura (Sl 63:5), vinho puro bem purificado (Is 25:6). Meu Mestre não trata Seus servos de forma rude; Ele dá a eles como um rei dá a outro rei; Ele lhe dá dois céus: um céu aqui abaixo, em servi-Lo, e um céu acima, deleitando-se com Ele para sempre. Suas riquezas incompreensíveis serão mais conhecidas na eternidade. Ele lhe dará, a caminho do céu, tudo o que você precisa; seu alto refúgio serão as fortalezas das rochas, o seu pão será dado, e as suas águas serão certas (Is 33:16); porém é lá, lá onde você ouvirá o louvor daqueles que triunfaram, o clamor dos que festejam, e onde você terá uma visão face a face do Glorioso e Amado. As insondáveis riquezas de Cristo! Essa é a melodia para os menestréis da Terra, a música para os harpistas do céu. Senhor, ensina-nos cada vez mais de Jesus, e anunciaremos a boa nova aos outros.