Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome (…)
(Sl 29:2)
A glória de Deus é o resultado de Sua natureza e de Seus atos. Ele é glorioso em Seu caráter, pois não há uma tal reunião de tudo que é santo, bom e encantador como há em Deus; por isso, Ele deve ser glorificado. As ações que fluem de Seu caráter também são gloriosas, mas, ao mesmo tempo em que Ele intenciona que elas manifestem às Suas criaturas a Sua bondade, misericórdia e justiça, Ele está igualmente interessado em que a glória associada as Suas ações sejam dadas tão somente a Ele. Não há qualquer coisa em nós mesmos para que nos gloriemos, pois o que nos faz diferente uns dos outros? E o que temos que não tenhamos recebido do Deus de toda a graça (1Co 4:7)?
Então, quão cuidadosos devemos ser para andarmos humildemente diante do Senhor! No momento em que glorificamos a nós mesmos, uma vez que há lugar apenas para uma única glória no universo, nós nos colocamos como rivais do Altíssimo. Deve o inseto de curta duração glorificar-se contra o sol que o esquenta para a vida? Porventura a caco de barro pode exaltar-se acima do homem que o moldou sobre a roda? Porventura a poeira do deserto pode lutar com o turbilhão? ou as gotas do oceano lutam com a tempestade? Dai ao Senhor, vós todos os justos, dai ao Senhor glória e força; dai-Lhe a honra que é devida ao Seu nome (Sl 29:1-2). No entanto, talvez seja uma das lutas mais difíceis da vida cristã aprender esta frase: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória" (Sl 115:1).
É uma lição que Deus está sempre nos ensinando, e ensinando por vezes pela mais dolorosa disciplina. Deixe um cristão começar a se vangloriar: "Eu posso fazer todas as coisas", sem acrescentar "através de Cristo que me fortalece", e em pouco tempo ele irá gemer: "Eu não posso fazer coisa alguma", e se lamentará na poeira. Quando fazemos alguma coisa para o Senhor, e Ele tem prazer em aceitar as nossas ações, vamos lançar nossa coroa aos Seus pés, e exclamar: "Todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo" (1Co 15:10).