(…) e tecem teias de aranha (…)
(Is 59:5)
Repare a teia da aranha, e eis que nela há a imagem mais sugestiva do hipócrita religioso. Ela foi tecida para capturar sua presa; a aranha engorda-se com moscas, e o fariseu com sua recompensa. Pessoas tolas são facilmente aprisionadas pelas barulhentas profissões de fé de impostores, e até mesmo o mais sensato nem sempre pode escapar. Filipe batizou Simão mágico (At 8:13), cuja ardilosa declaração de fé foi logo despedaçada pela severa repreensão de Pedro. Costumes, reputação, louvor, modernidades e outras moscas são o pequeno jogo que os hipócritas capturam em suas redes.
Uma teia de aranha é uma maravilha de habilidade; olhe e admire as artimanhas de um astuto caçador. Porventura não é um enganador religioso igualmente maravilhoso? Como é que ele faz tão descarada mentira parecer uma verdade? Como ele pode fazer sua resposta ouropel tão semelhante ao ouro? Uma teia de aranha vem das próprias entranhas da criatura. A abelha consegue sua cera das flores; a aranha não suga as flores e, ainda assim, ela tece seu material em qualquer comprimento. Do mesmo modo, o hipócrita encontra sua confiança e esperança dentro de si; sua âncora foi forjada em sua própria bigorna, e seu cabo torcido por suas próprias mãos. Ele coloca a sua própria fundação, e cava os pilares de sua própria casa, desdenhando ser devedor à graça soberana de Deus. Contudo, uma teia de aranha é muito frágil. Ela é curiosamente forjada, mas não é duradoura.
Uma teia não é páreo para a vassoura do servo ou para o cajado do peregrino. O hipócrita não precisa de uma artilharia de canhões Armstrong para estourar sua esperança em pedaços; um mero sopro de vento fará isso. As teias de aranha do hipócrita logo desmoronarão quando a vassoura da destruição começar o seu trabalho de purificação. Isso nos traz outro pensamento: que essas teias de aranha não permanecerão na casa do Senhor; Ele fará com que sejam destruídas para sempre. Ó minha alma, estejas descansada em algo melhor que uma teia de aranha. Seja o Senhor Jesus teu eterno esconderijo. Os canhões Armstrong foram um modelo típico de canhão de carregamento pela culatra, desenhado por Sir William Armstrong, fabricado na Inglaterra em 1855. (N.T.)