Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 5 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o Senhor o fechou dentro

(Gn 7:16)

Noé foi fechado longe de todo o mundo pela mão do divino amor. A porta da eleição se interpõe entre nós e o mundo que jaz no maligno (1Jo 5:19). Nós não somos do mundo, assim como nosso Senhor Jesus não foi do mundo. No pecado, nas festividades mundanas, naquilo que as multidões buscam, nós não podemos entrar; não podemos folgar nas ruas da "Feira das Vaidades" como fazem os filhos das trevas, pois nosso Pai celestial nos fechou dentro. Noé foi fechado dentro com seu Deus.

"Vem tu para a arca" foi o convite do Senhor, mostrando claramente que Ele intentava habitar na arca com Seu servo e sua família. Assim, todos os escolhidos habitam em Deus e Deus neles. Felizes as pessoas que estão fechadas no mesmo ambiente que contém Deus na Trindade de Suas pessoas - Pai, Filho e Espírito. Nunca sejamos desatentos a este gracioso chamado: "Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira"

(Is 26:20). Noé estava tão separado que nenhum mal poderia alcançá-lo. Inundações poderiam apenas levantá-lo ao céu; ventos poderiam tão somente fazê-lo flutuar em seu caminho. Fora da arca tudo era ruína; dentro, tudo era paz e descanso. Sem Cristo nós perecemos, mas em Cristo Jesus há perfeita segurança.

Noé estava tão fechado dentro que sequer poderia desejar sair, assim como aqueles que estão em Cristo Jesus estão nEle para sempre. Eles nunca mais poderão sair, pois a fidelidade eterna os fechou e a malícia infernal não pode arrastá-los para fora. O Príncipe da casa de Davi fecha e ninguém abre; nos últimos dias, logo que o Dono da casa Se levantar e fechar a porta, será em vão os meros professores baterem e gritarem: "Senhor, Senhor, abre-nos", pois a mesma porta que fechou dentro as virgens prudentes calará o tolo para sempre. Senhor, fecha-me dentro por Tua graça. "Feira das Vaidades" é uma referência ao livro "O Peregrino", escrito pelo pregador John Bunyan (1628 - 1688), publicado na Inglaterra, em 1678. (N.T.)

Noite

Aquele que não ama não conhece a Deus (…)

(1Jo 4:8)

A marca distintiva de um cristão é sua confiança no amor de Cristo e seus frutos de afeição a Ele. Em primeiro lugar, a fé coloca seu selo sobre o homem, permitindo que a alma diga como o apóstolo: "Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2:20). Depois, o amor dá a confirmação e, em troca, estampa sobre o coração a gratidão e o amor a Jesus. "Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro" (1Jo 4:19). Naqueles grandes tempos antigos, no período heróico da religião cristã, essa dúplice marca era claramente vista em todos os crentes em Jesus; eram homens que conheciam o amor de Cristo e descansavam sobre esse amor, tal como um homem que se apoia sobre o cajado cuja confiança ele conhece. O amor que sentiam em relação ao Senhor não era uma emoção calma que escondiam dentro de si, na câmara secreta de suas almas, para ser mencionada apenas em suas reuniões privadas, quando se encontravam no primeiro dia da semana cantando hinos em honra a Cristo Jesus, o crucificado; era uma paixão de tal modo veemente que lhes consumia toda a energia; era visível em todas as suas ações, falada em suas conversas comuns e vista em seus olhos, mesmo em seus olhares mais simples. O amor a Jesus era uma chama que alimentava o âmago e o coração de suas existências, desde a própria força interior, incendiando o caminho em direção ao homem exterior, para lá, então, brilhar. O zelo pela glória do Rei Jesus foi o selo e a marca de todos os cristãos genuínos. Por causa da dependência deles ao amor de Cristo, muito ousaram, e por causa do amor que tinham por Cristo, muito fizeram. Ocorre o mesmo agora.

Os filhos de Deus são governados, em sua força interna mais profunda, pelo amor; o amor de Cristo constrange-os (2Co 5:14); alegram-se que o amor divino esteja posto sobre eles; sentem isso derramado em seus corações pelo Espírito Santo que lhes é dado e, em seguida, por força da gratidão, amam o Salvador com um coração puro, com fervor. Meu leitor, você O ama? Antes de dormir, dê uma honesta resposta a uma importante pergunta!