Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 4 de junho

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador (…)

(Tt 3:4)

Como é doce contemplar o Salvador em comunhão com Seu amado povo! Não há nada mais agradável que, pelo Espírito Divino, ser levado a esse campo fértil de deleite. Deixe a mente, por um instante, considerar a história de amor do Redentor e mil prazerosos atos de afeição serão lembrados, todos tendo por modelo a tecelagem do coração em Cristo, e o entrelaçamento dos pensamentos e emoções da alma regenerada com a mente de Jesus. Quando meditamos sobre esse incrível amor, e contemplamos o todo-glorioso Parente da Igreja dotando-a com toda Sua antiga riqueza, nossas almas podem muito bem esvaecerem-se de alegria. Quem pode suportar tamanho amor? Essa compreensão que o Espírito Santo Se satisfaz, por vezes, em prover é mais do que a alma pode conter; quão arrebatadora será a visão completa disso! Quando a alma tiver entendimento para discernir todos os dons do Salvador, sabedoria para estimá-los, e tempo para meditar sobre eles, tal como o mundo do porvir nos permitirá, então, comungaremos com Jesus de uma forma mais próxima que no presente. Contudo, quem pode imaginar a sensação de tal comunhão? Essa é uma das coisas que não entraram no coração do homem, mas que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Oh, irrompam as portas dos celeiros de nosso José e veja a abundância que Ele tem guardado para nós! Isso irá nos inundar com amor. Pela fé nós vemos, como por um vidro escuro, a imagem refletida de Seus ilimitados tesouros, mas quando realmente pudermos ver as coisas celestiais com nossos próprios olhos, quão profundo será o fluxo de comunhão em que nossa alma irá se banhar! Até lá, nossos mais altos sonetos estão reservados para o nosso amoroso benfeitor, Jesus Cristo, nosso Senhor, cujo amor por nós é maravilhoso, ultrapassando o amor das mulheres (2Sm 1:26).

Noite

(…) recebido acima na glória

(1Tm 3:16 ACF)

Vimos o nosso bem-amado Senhor, nos dias de Sua carne, humilhado e muitíssimo sofrido, pois Ele foi "desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos" (Is 53:3). Aquele, cujo brilho é como a manhã, usava o cilício da tristeza como Seu traje diário; vergonha era o Seu manto e reprovação era Sua vestimenta. No entanto, agora, uma vez que Ele triunfou sobre todos os poderes das trevas no madeiro de sangue, nossa fé contempla nosso Rei retornando com vestes tintas de Edom (Is 63:1), vestido no esplendor da vitória. Quão glorioso Ele foi aos olhos dos serafins quando uma nuvem O encobriu da vista mortal e subiu ao céu (At 1:9)! Agora, Jesus usa a glória que tinha com Deus antes do mundo existir e ainda uma outra glória acima de todas as demais: aquela que Ele adquiriu na luta contra o pecado, contra a morte, e contra o inferno.

Como vencedor, Ele usa a ilustre coroa. Ouça como o louvor se expande alto! É um novo e mais doce cântico: "Digno é o Cordeiro que foi morto, porque Ele nos remiu para Deus com o Seu sangue!". Ele usa a glória de um Intercessor que nunca pode falhar, de um Príncipe que nunca pode ser derrotado, de um Conquistador que venceu todos os inimigos, de um Senhor que tem a lealdade cordial em todos os assuntos. Jesus usa toda a glória que a pompa do céu pode conceder a Ele, a qual dez mil vezes, dez milhares de anjos podem ministrarLhe. Você não pode, com o máximo esforço de imaginação, conceber Sua excelsa grandeza; ainda haverá mais uma revelação disso quando Ele descer do céu com grande poder, com todos os santos anjos; "Então se assentará no trono da sua glória" (Mt 25:31). Oh, o esplendor dessa glória!

Ele arrebatará o coração de Seu povo. E isso não é o fim, pois a eternidade ressoará Seu louvor. "O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo" (Sl 45:6). Leitor, se você se deleita na glória futura de Cristo, Ele deve ser glorioso aos seus olhos agora. É Ele assim? "Digno é o Cordeiro que foi morto, porque Ele nos remiu para Deus com o Seu sangue!" é um trecho do livro "The Bible Prayer Book", escrito pelo autor inglês Robert Butler (1784 - 1853), em 1823. (N.T.)