(…) é justificado todo aquele que crê
(At 13:39)
O crente em Cristo recebe uma imediata justificação. A fé não produz esse fruto pouco a pouco, mas sim, imediatamente. Considerando que a justificação é o resultado da fé, ela é concedida à alma no momento em que se aproxima de Cristo e aceita-O como Seu tudo. Porventura há aqueles que, agora, estão justificados diante do trono de Deus? Também nós, tão indubitável e verdadeiramente justificados como os que andam de linho branco e cantam melodiosos louvores com harpas celestiais.
O ladrão da cruz foi justificado no momento em que virou os olhos da fé para Jesus; e Paulo, já velho, após anos de serviço, não foi mais justificado do que o ladrão sem qualquer serviço. Estamos hoje aceitos no Amado; hoje, absolvidos do pecado; hoje, absolvidos no tribunal de Deus. Oh! pensamento que arrebata a alma! Existem alguns cachos da videira de Escol (Nm 13:23) que não seremos capazes de colher até entrarmos no céu, porém esse é o ramo que corre sobre o muro (Gn 49:22). Não é como o fruto da terra, o qual não poderemos comer até atravessarmos o Jordão, mas é parte do maná no deserto, a porção do nosso alimento diário que Deus nos fornece em nossa jornada de lá para cá. Estamos agora, exatamente agora, perdoados; exatamente agora estão os nossos pecados descartados; exatamente agora estamos diante da presença de Deus aceitos como se nunca tivéssemos sido culpados. "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8:1). Neste exato momento, não há pecado no Livro de Deus contra um sequer de Seu povo. Quem ousaria lhes intentar alguma acusação (Rm 8:33)? Não há sequer mancha, nem pinta, nem nódoa, nem qualquer coisa semelhante que remanesça sobre qualquer crente em matéria de justificação aos olhos do Juiz de toda a Terra (Gn 18:25). Que esse presente privilégio nos desperte para nossa presente responsabilidade; e, agora, enquanto a vida continua, vamos gastar e ser gastos para o nosso doce Senhor Jesus.