Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 14 de maio

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) co-herdeiros de Cristo (…)

(Rm 8:17)

Os ilimitados reinos do universo do Pai são de Cristo por direito aquisitivo. Como "herdeiro de tudo" (Hb 1:2), Ele é o único proprietário da vasta criação de Deus, e Ele nos admitiu reivindicar tudo como sendo nosso em virtude desse ato de co-herança que o Senhor ratificou com Seu povo escolhido. As ruas de ouro do paraíso, os portões de pérolas, o rio da vida, a transcendental bem-aventurança, a glória indescritível, tudo é feito, por meio de nosso bendito Senhor, para nós, como nossa eterna possessão. Tudo o que Ele tem, Ele compartilha com Seu povo. A coroa real Ele colocou sobre a cabeça de Sua Igreja, designando-lhe um reino e chamando Seus filhos ao sacerdócio real, uma geração de sacerdotes e reis.

Ele descoroou a Si mesmo para que pudéssemos ter uma coroação de glória; Ele não Se assentou em Seu próprio trono até que nele adquirisse lugar para todo aquele que venceu pelo Seu sangue (Ap 12:11). Coroando a cabeça, todo o corpo compartilha a honra. Eis aqui a recompensa de cada conquistador cristão! O trono de Cristo, a coroa, o cetro, o palácio, o tesouro, as vestes, a herança, são todos seus. Muito acima do ciúme, egoísmo e ganância, que não admitem qualquer participação em suas vantagens, Cristo considera Sua perfeita felicidade compartilhar com Seu povo. "Eu dei-lhes a glória que a mim me deste" (Jo 17:22). "Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo" (Jo 15:11).

Os sorrisos de Seu Pai são mais doces para Ele, pois Seu povo os compartilha. As honras do Seu reino são mais agradáveis porque Seu povo surge com Ele em glória. Mais valiosas para Ele são as Suas conquistas, uma vez que elas ensinam o Seu povo a triunfar. Ele Se deleita em Seu trono, porque nele há lugar para eles. Ele Se alegra com Suas vestes reais, uma vez que Suas bordas estão espalhadas sobre Seu povo. Ele Se deleita ainda mais em Sua alegria, porque Ele os chama para nela entrarem.

Noite

Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos (…)

(Is 40:11)

Quem é Aquele de quem essas graciosas palavras são faladas? Ele é o bom pastor (Jo 10:11). Por que Ele recolhe os cordeirinhos em Seus braços? Porque Ele tem um coração tenro, e qualquer fragilidade derrete Seu coração. Os suspiros, a ignorância, a fraqueza dos pequeninos de Seu rebanho atraem Sua compaixão.

É Seu ofício, como Sumo Sacerdote fiel, considerar os fracos. Além disso, Ele os comprou com Seu sangue, eles são Sua propriedade; Ele deve e irá cuidar daqueles que Lhe custaram tão caro. Por isso, Ele é responsável por cada cordeiro ligado pela aliança do compromisso, a fim de que nenhum se perca. Além disso, todos eles são parte de Sua glória e recompensa. No entanto, como podemos entender a expressão que Ele os "recolherá"?

Às vezes, Ele os recolhe por não permitir que suportem muitas provações. A providência lida de forma benevolente com eles. Muitas vezes, eles são "recolhidos" para serem preenchidos com um grau incomum de amor, para que resistam e fiquem firmes. Embora o conhecimento deles não seja profundo, eles têm grande satisfação naquilo que sabem. Frequentemente, Ele os "recolhe" dando-lhes uma fé muito simples, a qual seguram a promessa tal como está e, crendo, levam todos os seus problemas diretamente a Jesus. A simplicidade da fé lhes confere um grau incomum de confiança, o que os leva acima do mundo. "Entre os seus braços recolherá os cordeirinhos".

Aqui está afeição sem limites. Colocaria Ele, em Seus braços, se não os amasse? Aqui está a tenra intimidade; tão perto eles estão que não poderiam estar mais próximos. Aqui está a sagrada intimidade; há uma preciosa e amorosa relação entre Cristo e os Seus fracos. Aqui está a perfeita segurança; nos Seus braços, quem poderia prejudicá-los?

Eles teriam de ferir primeiro o Pastor. Aqui está o descanso perfeito e o maravilhoso conforto. Com certeza, não somos suficientemente sensíveis à infinita ternura de Jesus!