Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 10 de maio

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos (…)

(1Co 15:20)

Todo o fundamento do Cristianismo repousa sobre o fato que "Cristo ressuscitou dentre os mortos", porque "se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados" (1Co 15:17). A divindade de Cristo encontra sua prova mais segura em Sua ressurreição, uma vez que Ele foi "declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos" (Rm 1:4). Não seria desarrazoado duvidar de Sua divindade se Ele não tivesse ressuscitado. Além disso, a soberania de Cristo apoia-se em Sua ressurreição, "porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos" (Rm 14:9). Mais uma vez, a nossa justificação, aquela abençoada escolha da aliança, está relacionada com a triunfante vitória de Cristo sobre a morte e a sepultura, "o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação" (Rm 4:25). Não; mais ainda; a nossa própria regeneração está conectada a Sua ressurreição, pois fomos "gerados de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" (1Pe 1:3). E a maior certeza de nossa ressurreição final descansa aqui, pois "se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita" (Rm 8:11). Se Cristo não ressuscitou, então não ressuscitaremos; mas se Ele ressuscitou, então aqueles que dormem em Cristo não pereceram, mas na carne certamente contemplam o seu Deus. Assim, o fio de prata da ressurreição corre através de todas as bênçãos do crente, desde sua regeneração até sua eterna glória, unindo-as. Portanto, quão importante será esse glorioso fato em sua consideração, e como se alegrará que isso esteja estabelecido indubitavelmente, que "Cristo ressuscitou dentre os mortos".

Noite

(…) a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade

(Jo 1:14)

Crente, você pode sustentar seu testemunho que Cristo é o unigênito do Pai, assim como o primogênito dentre os mortos. Você pode dizer: "Ele é divino para mim, mesmo que seja humano para todo o mundo. Ele fez aquilo por mim, aquilo que ninguém senão Deus poderia fazer. Ele subjugou minha obstinada vontade, derreteu um coração de adamante, abriu os portões de metal, e quebrou as barras de ferro. Ele transformou meu pranto em riso, e minha desolação em alegria; Ele levou cativo meu cativeiro, e fez meu coração se alegrar com alegria indizível e cheio de glória.

Que os outros pensem o que quiserem dEle, porque, para mim, Ele é o unigênito do Pai; bendito seja o Seu nome". Ele é cheio de graça. Ah! se Ele não fosse assim eu nunca teria sido salvo. Ele me chamou quando eu lutava para escapar de Sua graça; quando finalmente vim ao Seu propiciatório, todo tremendo como um culpado condenado, Ele disse: "Os teus pecados, que são muitos, estão todos perdoados; tende bom ânimo". Ele é cheio de verdade. Verdadeiras são todas as Suas promessas, nenhuma delas falhou. Eu testemunho que nunca um servo teve um mestre como eu tenho; nenhum irmão teve um parente como Ele tem sido para mim; nenhum cônjuge, tal como o marido que Cristo tem sido para minha alma; nenhum pecador teve melhor Salvador; nenhum enlutado teve melhor conforto do que Cristo tem sido para meu espírito. Ao Seu lado não quero coisa alguma. Na vida, Ele é minha vida; na morte, Ele é a morte da morte; na pobreza, Cristo é minha riqueza; na doença, Ele faz a minha cama; na escuridão, Ele é minha estrela; na claridade, Ele é meu sol; Ele é o maná do acampamento no deserto, e Ele será o novo trigo do exército quando vierem para Canaã. Jesus é, para mim, toda a graça e nenhum furor, toda a verdade e nenhuma mentira; e, de verdade e de graça, Ele está cheio, infinitamente cheio. Minha alma, esta noite, exalte com todas as tuas forças o "unigênito do Pai".