Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 9 de maio

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais (…)

(Ef 1:3)

Toda a bondade do passado, do presente, e do futuro, Cristo concede ao Seu povo. Nas misteriosas eras do passado, o Senhor Jesus foi o primeiro eleito de Seu Pai, e, em Sua eleição, Ele nos concedeu um benefício, pois fomos escolhidos nEle antes da fundação do mundo (Ef 1:4). Ele tinha, desde toda a eternidade, as prerrogativas de filiação como o unigênito do Pai e bem-amado Filho; Ele, nas riquezas de Sua graça, mediante a adoção e regeneração, nos elevou também à filiação, de modo que nos deu o poder de sermos feitos filhos de Deus (Jo 1:12). A eterna aliança, baseada em fiança e confirmada por juramento, é nossa, e para nossa firme consolação e segurança. Nos assentamentos eternos da predestinada sabedoria e do onipotente decreto, os olhos do Senhor Jesus sempre estiveram fixados em nós; podemos descansar assegurados na certeza que, em todo o curso do destino, não há uma só linha que milite contra os interesses de Seu redimidos. O grande noivado do Príncipe da Glória é nosso, pois é a nós a quem Ele está afiançado, assim como as sagradas núpcias serão, dentro em breve, declaradas a uma universal assembleia. A maravilhosa encarnação do Deus do céu, com toda a assombrosa condescendência e humilhação que nela esteve presente, é nossa. O suor de sangue, o flagelo, a cruz, são nossos para sempre. Sejam quais forem as bem-aventuradas consequências que fluem da perfeita obediência, da completa expiação, ressurreição, ascensão, ou intercessão, todas são nossas por Seu próprio dom. Sobre Sua couraça agora estão os nossos nomes, e nas Suas prevalentes alegações diante do trono, Ele Se recorda de nós e pleiteia nossa causa.

Seu domínio sobre os principados e potestades, e Sua absoluta majestade no céu, Ele emprega para o benefício daqueles que nEle confiam. Sua elevada posição está a nosso serviço tanto quanto foi em Sua condição de humilhação. Aquele que Se entregou por nós nas profundezas da miséria e da morte não retira a garantia, agora, que Ele está entronizado no mais alto dos céus.

Noite

Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides (…)

(Ct 7:12)

A igreja estava prestes a se envolver em um diligente trabalho e desejava ter a companhia de seu Senhor. Ela não diz: "Eu irei", mas "nós vamos". É uma tarefa abençoada aquela em que Jesus está ao nosso lado! É função do povo de Deus aparar Suas vinhas. Semelhante aos nossos primeiros tutores, somos colocados no jardim do Senhor para sermos proveitosos; vamos, portanto, sair ao campo.

Observe que a igreja deseja, quando está com o pensamento correto, em todos os seus muitos trabalhos, desfrutar da comunhão com Cristo. Muitos imaginam que não podem servir ativamente a Cristo e ainda ter comunhão com Ele; estão enganados. Certamente é muito fácil desperdiçar nossa devoção interior em trabalhos exteriores e, depois, vir a reclamar: "Eles me puseram por guarda das vinhas, porém minha própria vinha eu não guardei"; no entanto, não há qualquer razão para que isso aconteça, exceto por nossa própria tolice e negligência. Certo é isto: que um professor pode fazer coisa nenhuma e crescer tão sem vida nas coisas espirituais como aqueles que são os mais ocupados. Maria não foi elogiada por sentar-se em silêncio, mas por sentar-se aos pés de Jesus (Lc 10:39). Mesmo assim, os cristãos não devem ser elogiados por negligenciarem responsabilidades sob o pretexto de estarem buscando íntima comunhão com Jesus; não é o ficar sentado, mas o ficar sentado aos pés de Jesus que é louvável. Não pense que a atividade em si é um mal; é uma grande bênção e um meio de graça para nós. Paulo disse ter sido uma graça dada a ele ser autorizado a pregar (Ef 3:8); todas as formas de serviço cristão podem se tornar uma bênção pessoal aos que nela estão envolvidos. Aqueles que mais têm comunhão com Cristo não são os reclusos ou eremitas, que têm muito tempo de sobra, mas os trabalhadores incansáveis que estão labutando por Jesus, e que, em sua labuta, O têm lado a lado com eles, de modo que trabalham juntos com Deus. Lembremo-nos, portanto, em qualquer das coisas que façamos para Jesus, que podemos e devemos fazê-lo em estreita comunhão com Ele.