Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 16 de abril

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o precioso sangue de Cristo (…)

(1Pe 1:19)

Diante da cruz nós vemos mãos, pés e o lado perfurado, todos destilando rios carmesim de precioso sangue. O sangue é "precioso" por causa de sua eficácia redentora e expiatória. Por ele, os pecados do povo de Cristo são expiados; o povo é resgatado debaixo da lei; são reconciliados com Deus, feitos um com Jesus. O sangue de Cristo também é "precioso" em seu poder purificante, pois ele "nos purifica de todo o pecado" (1Jo 1:7). "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve" (Is 1:18).

Através do sangue de Jesus, nem sequer uma nódoa é deixada sobre qualquer crente, nenhuma ruga, nem qualquer coisa semelhante permanece (Ef 5:27). Ó, precioso sangue que nos purifica removendo as manchas da abundante iniquidade, e que nos permite ser aceitos no Amado, apesar das muitas vezes em que nos rebelamos contra o nosso Deus. O sangue de Cristo também é "precioso" pelo seu poder de preservar. Estamos seguros do anjo destruidor debaixo do sangue aspergido. Lembre-se que é o fato de Deus ver o sangue a verdadeira razão de sermos poupados (Ex 12:13). Aqui está a nossa consolação quando os olhos da fé estão turvos, pois os olhos de Deus continuam os mesmos. O sangue de Cristo também é "precioso" em sua influência santificadora. O mesmo sangue que justifica removendo o pecado, em sua ação seguinte, faz despertar a nova natureza, e a leva progressivamente a subjugar o pecado e seguir os comandos de Deus.

Não há motivo maior para tão grande santidade quanto aquele que flui das veias de Jesus. E "precioso", indescritivelmente precioso, é este sangue, pois ele tem o poder de superação. Está escrito: "Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro" (Ap 12:11). Como poderia ser de outra maneira? Aquele que luta com o precioso sangue de Jesus, luta com uma arma que não pode conhecer derrota.

O sangue de Jesus! O pecado morre em sua presença, a morte deixa de ser morte, os portões do céu são abertos. O sangue de Jesus! Vamos marchar, vencendo e para vencer, desde que possamos confiar em seu poder!

Noite

(…) assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs

(Ex 17:12)

Tão poderosa foi a oração de Moisés que tudo dependia dela. As petições de Moisés embaraçavam o inimigo mais do que a peleja de Josué. No entanto, ambas foram necessárias. Nos conflitos da alma, força e fervor, decisão e devoção, coragem e veemência, devem juntar suas forças e tudo ficará bem. Você deve lutar contra o seu pecado, porém a maior parte da luta deve ser realizada de forma solitária, em particular com Deus.

Ó suplicante, tal como Moisés, exiba o símbolo da aliança diante do Senhor. A vara foi o emblema da obra de Deus com Moisés, o símbolo do governo de Deus em Israel. Aprenda, ó tu, santo que clamas, a apresentar a promessa e o juramento de Deus diante dEle. O Senhor não pode negar Suas próprias declarações. Segure a vara da promessa e alcance o que deseja. Moisés ficou cansado e, então, seus amigos o ajudaram. Quando, a qualquer momento, suas orações enfraquecerem, permita que a fé apoie de um lado e a santa esperança apoie do outro; assim, a oração alicerçada sobre a pedra de Israel, a rocha da nossa salvação (Sl 95:1), irá perseverar e prevalecer. Cuidado com o esmorecimento na devoção; se Moisés o sentiu, quem poderá escapar? É muito mais fácil lutar com o pecado em público do que orar contra ele em privado. É de se observar que Josué não se cansou lutando, porém Moisés se cansou orando; quanto mais espiritual for a atividade, mais difícil será para a carne e sangue mantê-la. Vamos clamar, portanto, por especial força, e que o Espírito de Deus, que ajuda as nossas fraquezas como ajudou a Moisés, nos permita, tal como foi com ele, a continuar com nossas mãos firmes "até que o sol se ponha", até que o entardecer da vida termine, até que alcancemos o nascimento do melhor sol na terra onde a oração é absorvida em louvor.