(…) meu amado (…)
(Ct 2:8)
Esse era o excelente nome que a antiga Igreja, em seus momentos mais alegres, estava acostumada a dar ao Ungido do Senhor. Quando o tempo de cantar dos pássaros chegou, e a voz da rola foi ouvida em nossa terra (Ct 2:12), suas amorosas notas foram mais doces que tudo, conforme ela cantava: "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios" (Ct 2:16). Em seus Cântico dos Cânticos, ela sempre O chama por este deleitável nome: "Meu amado!". Mesmo durante o longo inverno, quando a idolatria havia murchado o jardim do Senhor, seus profetas encontraram espaço, por um momento, para deixarem de lado o fardo do Senhor, e dizer, como fez Isaías: "Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha" (Is 5:1). Embora os santos nunca tivessem visto Seu rosto, embora Ele ainda não tivesse sido feito carne, nem habitado entre nós, nem qualquer homem tivesse visto Sua glória, Ele era a consolação de Israel, a esperança e a alegria de todos os escolhidos, o "Amado" de todos os que estavam em pé diante do Altíssimo. Nós, os dias de verão da Igreja, também temos o costume de falar de Cristo como o mais amado de nossa alma, e sentimos que Ele é muito precioso, "ele é o primeiro entre dez mil" (Ct 5:10). Tão verdadeiro é isso que a Igreja ama a Jesus e declara-O como seu amado, fazendo com que o apóstolo desafie o universo inteiro a separá-lo do amor de Cristo, declarando que nem perseguições, sofrimentos, aflições, perigos ou a espada serão capazes de fazê-lo; não, ele alegremente se orgulha: "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8:37).