Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 20 de março

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) meu amado (…)

(Ct 2:8)

Esse era o excelente nome que a antiga Igreja, em seus momentos mais alegres, estava acostumada a dar ao Ungido do Senhor. Quando o tempo de cantar dos pássaros chegou, e a voz da rola foi ouvida em nossa terra (Ct 2:12), suas amorosas notas foram mais doces que tudo, conforme ela cantava: "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios" (Ct 2:16). Em seus Cântico dos Cânticos, ela sempre O chama por este deleitável nome: "Meu amado!". Mesmo durante o longo inverno, quando a idolatria havia murchado o jardim do Senhor, seus profetas encontraram espaço, por um momento, para deixarem de lado o fardo do Senhor, e dizer, como fez Isaías: "Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha" (Is 5:1). Embora os santos nunca tivessem visto Seu rosto, embora Ele ainda não tivesse sido feito carne, nem habitado entre nós, nem qualquer homem tivesse visto Sua glória, Ele era a consolação de Israel, a esperança e a alegria de todos os escolhidos, o "Amado" de todos os que estavam em pé diante do Altíssimo. Nós, os dias de verão da Igreja, também temos o costume de falar de Cristo como o mais amado de nossa alma, e sentimos que Ele é muito precioso, "ele é o primeiro entre dez mil" (Ct 5:10). Tão verdadeiro é isso que a Igreja ama a Jesus e declara-O como seu amado, fazendo com que o apóstolo desafie o universo inteiro a separá-lo do amor de Cristo, declarando que nem perseguições, sofrimentos, aflições, perigos ou a espada serão capazes de fazê-lo; não, ele alegremente se orgulha: "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8:37).

Noite

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja (…)

(Ef 5:25)

Que maravilhoso exemplo Cristo dá aos Seus discípulos! Poucos mestres poderiam se aventurar a dizer: "Se você deseja praticar meu ensinamento, imite minha vida". Contudo, como a vida de Jesus é a exata transcrição da perfeita virtude, Ele pode apontar-Se como o modelo de santidade, bem como Seu mestre. O cristão deve ter nada menos do que Cristo como seu modelo. Sob nenhuma circunstância devemos nos sentir satisfeitos a menos que reflitamos a graça que estava nEle.

Como marido, o cristão deve olhar para o retrato de Jesus Cristo e pintar de acordo com esse modelo. O verdadeiro cristão deve ser um marido como Cristo o foi para Sua igreja. O amor de um marido é especial. O Senhor Jesus cuida de Sua igreja com um carinho peculiar, acima de toda a humanidade; "Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo" (Jo 17:9). A igreja eleita é a preferida dos céus, o tesouro de Cristo, a coroa de Sua cabeça, o bracelete de Seu braço, a couraça de Seu coração, o centro e núcleo de Seu amor. Um marido deve amar sua esposa com um amor constante, tal como Jesus ama a Sua igreja. Ele não varia em Sua afeição. Ele pode mudar em Sua demonstração de afeto, mas a afeição ainda é a mesma. Um marido deve amar sua esposa com um amor duradouro, pois nada "poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:39). O verdadeiro marido ama sua esposa com um amor sincero, fervoroso e intenso.

Não apenas em meras palavras. Ah! amado, o que mais poderia ter feito Cristo para provar Seu amor do que Ele já fez? Jesus tem um deleitável amor em relação a Sua esposa; Ele a contempla com afeição e deleita-Se nela com doce complacência. Crente, você está maravilhado com o amor de Jesus; você admira esse amor, mas você o imita? Porventura em seus relacionamentos familiares, é essa a regra e a medida de seu amor, "como também Cristo amou a igreja"?