(…) por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus
(At 14:22)
O povo de Deus tem suas provações. Nunca foi desígnio de Deus, quando escolheu Seu povo, que fossem um povo sem provas. Eles foram escolhidos na fornalha da aflição (Is 48:10); eles nunca foram escolhidos para a paz mundana e alegria terrena. Liberdade da doença e das dores da mortalidade nunca lhes foi prometido, pois quando o Senhor redigiu a Carta de privilégios, Ele incluiu castigos entre as coisas pelas quais eles deveriam ser inevitavelmente herdeiros. Provas são uma parte de nossa sorte; elas nos foram predestinadas no último legado de Cristo.
Portanto, tão certo como as estrelas são formadas por Suas mãos, e suas órbitas fixadas por Ele, assim também as provações nos estão designadas. Ele ordenou a época e o lugar, a intensidade e os efeitos que terão sobre nós. Homens bons nunca devem esperar que escaparão dos problemas; se o fizerem, irão se decepcionar, pois nenhum de seus antecessores esteve sem provações. Note a paciência de Jó; lembre-se de Abraão, pois ele tinha suas provas e, por sua fé nelas, tornou-se o "Pai da fé". Note bem a biografia de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, e você descobrirá que nenhum daqueles a quem Deus fez vasos de misericórdia deixou de passar pelo fogo da aflição. Isso foi ordenado há tempos, que a cruz de problemas estaria gravada em cada vaso de misericórdia, como a marca real em que os vasos de honra do Rei são distinguidos. Mas apesar das tribulações serem o caminho dos filhos de Deus, eles têm o conforto de saber que seu Mestre percorreu tudo antes deles; eles têm Sua presença e compaixão para animá-los, Sua graça para apoiá-los, e Seu exemplo para ensiná-los a suportar; e, quando atingirem "o reino", lá haverá mais do que recompensa pelas "muitas tribulações" através das quais eles passaram para lá entrarem.