Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 29 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) por isso com benignidade te atraí

(Jr 31:3)

Os trovões da lei e os terrores do julgamento são sempre usados para nos conduzir a Cristo, mas a vitória final é efetuada pela benignidade. O filho pródigo voltou para casa de seu pai por um sentimento de necessidade, mas seu pai o viu de longe e correu para encontrá-lo, de modo que os últimos passos que deu em direção à casa de seu pai foram com calorosos beijos em seu rosto e as boasvindas mais musicais em seus ouvidos. O Mestre veio uma noite até a porta e bateu com a mão de ferro da lei; a porta se abalou e tremeu por sobre suas dobradiças; contudo, o homem empilhou contra a porta cada peça do mobiliário que podia encontrar, pois ele disse: "Eu não O admitirei". O Mestre Se afastou, porém voltou; com a Sua tenra mão, usando aquela parte onde o prego Lhe havia perfurado, bateu de novo, suave e brandamente. Desta vez a porta não se abalou, mas, por estranho que pareça, ela abriu, e lá, de joelhos, um anfitrião que negava foi encontrado regozijando por receber seu convidado. "Entra, entra; Tu tens batido tanto que minhas entranhas estão movidas por Ti; eu não poderia pensar em Tua mão perfurada deixando Tua marca de sangue em minha porta e, depois, Tu ires embora sem abrigo, 'a [Tua] cabeça está cheia de orvalho, os [Teus] cabelos das gotas da noite' (Ct 5:2); eu me rendo, eu me rendo; Teu amor ganhou meu coração". Assim, a benignidade tem êxito. O que Moisés, com as tábuas de pedra, nunca poderia fazer, Cristo fez através de Suas mãos perfuradas. Tal é a doutrina da vocação eficaz.

Acaso eu a entendo pela experiência? Posso eu dizer: "Ele me chamou, e eu O segui, feliz por confessar a divina voz"? Se assim for, Ele pode continuar a me atrair, até que, finalmente, sentarei à ceia das bodas do Cordeiro.

Noite

Mas nós (…) recebemos (…) o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus

(1Co 2:12)

Caro leitor, recebeu você o espírito que provém de Deus, forjado pelo Espírito Santo, em sua alma? A necessidade da obra do Espírito Santo no coração pode ser claramente vista a partir deste fato: tudo o que foi feito por Deus, o Pai, e pelo Filho de Deus, não nos será eficaz a menos que o Espírito revele essas coisas em nossa alma. Qual o efeito que a doutrina da eleição tem sobre um homem até que o Espírito de Deus habite nele? Eleição é letra morta em minha consciência até que o Espírito de Deus me chame das trevas para a maravilhosa luz (1Pe 2:9). Em seguida, pela minha vocação eu vejo minha eleição, e percebo a mim mesmo sendo chamado por Deus; eu conheço, por mim mesmo, ter sido escolhido pelo propósito eterno. A aliança foi feita com o Senhor Jesus Cristo por Seu Pai; contudo, o que essa aliança nos aproveita até que o Espírito Santo nos traga suas bênçãos e abra nossos corações para recebê-las? As bênçãos estão suspensas nos pregos de Cristo Jesus, mas sendo nós de baixa estatura, não podemos alcançá-las; o Espírito de Deus as traz para baixo e no-las entrega para, assim, tornarem-se verdadeiramente nossas. As bênçãos da aliança, em si, são como o maná celestial, longe do alcance mortal, mas o Espírito de Deus abre as janelas do céu e espalha o pão vivo ao redor do arraial do Israel espiritual. A obra acabada de Cristo é como o vinho armazenado no lagar; por incredulidade, não podemos nem extrair, nem beber. O Espírito Santo submerge nosso jarro dentro desse precioso vinho e, então, podemos beber; porém, sem o Espírito, estamos verdadeiramente mortos no pecado, como se o Pai nunca tivesse nos eleito, e como se o Filho nunca tivesse nos comprado com Seu sangue. O Espírito Santo é absolutamente necessário para o nosso bem-estar. Vamos caminhar com todo o amor em direção a Ele e tremer só de pensar em ofendê-Lo.