Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 26 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) Do Senhor vem a salvação

(Jn 2:9)

A salvação é obra de Deus. Apenas Ele é O que vivifica a alma "morta em delitos e pecados" (Ef 2:1), e é também Ele que mantém a alma em sua vida espiritual. Ele é tanto "Alfa e Omega" (Ap 1:8). "Do Senhor vem a salvação". Se estou frequentemente em oração, Deus fez-me em oração; se tenho graças, elas são dons de Deus para mim; se me mantenho em uma vida perseverante, é porque Ele me sustenta com Sua mão.

Eu não faço qualquer coisa que seja para minha própria preservação, exceto o que o próprio Deus, em primeiro lugar, faz em mim. Tudo aquilo que tenho, toda a minha bondade, provém exclusivamente do Senhor. Naquilo em que eu pecar, essa é a minha própria parte, mas naquilo em que eu agir com justiça, essa é de Deus, total e completamente. Se eu tiver repelido um inimigo espiritual, a força do Senhor fortaleceu meu braço. Porventura vivo eu diante dos homens uma vida consagrada?

Não sou eu, mas é Cristo que vive em mim (Gl 2:20). Estou eu santificado? Eu não me purifiquei, mas o Espírito Santo de Deus é quem me santificou. Estou eu desapegado do mundo? Estou desapegado pelos santificados castigos de Deus para o meu bem. Cresço eu em conhecimento? O grande Instrutor me ensina. Todas as minhas jóias foram forjadas pela arte celeste.

Acho em Deus tudo aquilo que preciso, porém encontro em mim mesmo nada senão pecado e miséria. "Só ele é a minha rocha e a minha salvação" (Sl 62:6). Alimento-me da Palavra? Essa Palavra não seria comida para mim a não ser que o Senhor a fizesse alimento para minha alma e dela ajudasse-me a me alimentar. Vivo eu do maná que desce do céu?

O que é o maná senão o próprio Jesus Cristo encarnado, cujo corpo e sangue eu como e bebo? Estou eu continuamente recebendo renovado crescimento de força? De onde reuniria minhas forças? Meu socorro vem das colinas do céu; sem Jesus nada posso fazer. Assim como o ramo não pode dar fruto se não permanecer na videira, assim também eu não poderei, exceto permanecendo nEle. O que Jonas aprendeu no grande abismo, deixe-me saber, esta manhã, no meu aposento: "Do Senhor vem a salvação".

Noite

(…) eis que, se a lepra tem coberto toda a sua carne, então declarará o que tem a praga por limpo (…)

(Lv 13:13)

Estranha o bastante parece ser essa regra, contudo, há nela sabedoria, pois a irradiação da doença demonstrava que o estado físico da pessoa estava sadio. Esta noite, será bom para nós observarmos o ensino simbólico de uma regra tão singular. Nós também somos leprosos, e podemos entender a lei sobre a lepra como aplicável a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo estando completamente perdido e arruinado, todo coberto com a contaminação do pecado e sem qualquer parte livre da corrupção, quando ele nega toda a justiça própria e declara-se culpado diante do Senhor, então, ele estará limpo através do sangue de Jesus e da graça de Deus. Iniquidade escondida, não sentida, não confessada é a verdadeira lepra, mas quando o pecado é visto e sentido, ele recebe um golpe mortal, e o Senhor olha com olhos de misericórdia para a alma aflita com o pecado. Nada é mais mortal do que a auto-justiça, ou mais esperançoso que o arrependimento. Devemos confessar que somos nada mais que pecado, pois nenhuma confissão menor que essa será toda a verdade; e se o Espírito Santo estiver trabalhando em nós, convencendo-nos do pecado, não haverá dificuldade em fazer tal reconhecimento; a confissão saltará espontaneamente de nossos lábios. Que conforto o texto traz ao verdadeiro despertado pecador; a própria circunstância que tão gravemente o desencoraja está aqui transformado-se em um sinal e sintoma de um estado de esperança! Desnudar-se precede o vestir; cavar a fundação é a primeira coisa em uma construção; e o profundo senso de pecado é uma das primeiras obras da graça no coração. Ó pobre leproso pecador, completamente destituído de qualquer mancha sadia, extraia a alma do texto e venha como estás para Jesus.