Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 6 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Orando em todo o tempo (…)

(Ef 6:18)

Que multidão de orações nós edificamos a partir do primeiro momento em que aprendemos a orar. A nossa primeira oração foi uma oração por nós mesmos; pedimos que Deus tivesse misericórdia de nós e que apagasse nossa transgressão. Ele nos ouviu. Mas quando Ele apagou nossos pecados como uma nuvem (Is 44:22), então tivemos mais orações por nós mesmos. Nós temos de orar pela graça santificante, pela constringente e restringente graça; fomos levados a suplicar por uma nova certeza de fé pela aplicação consoladora da promessa, pela libertação na hora da tentação, pela ajuda no momento do dever, e pelo socorro no dia do julgamento.

Fomos compelidos a ir a Deus pelas nossas almas, como suplicantes constantes pedindo tudo. Deem testemunho, filhos de Deus; vocês nunca serão capazes de conseguir qualquer coisa para as vossas almas em outro lugar. Todo o pão que sua alma tenha comido desceu do céu, e toda a água que tenha bebido fluiu a partir da Rocha Viva, o Senhor Jesus Cristo. Sua alma nunca cresceu abundante em si mesma; ela sempre foi um pensionário da generosidade diária de Deus; portanto, suas orações já subiram ao céu por uma variedade de misericórdias espirituais totalmente infinitas. Suas necessidades foram inúmeras e, portanto, as provisões têm sido infinitamente excelentes; suas orações foram tão variadas como incontáveis foram as misericórdias. Assim, não terá você motivos para dizer: "Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica" (Sl 116:1)? pois tal como suas orações têm sido muitas, assim também as respostas de Deus a elas. Ele as tem ouvido no dia da angústia, tem lhe fortalecido, lhe ajudado, mesmo quando você O desonrou no propiciatório pela hesitação e pela dúvida. Lembrese disso, e que esse fato encha seu coração de gratidão a Deus, Aquele que graciosamente tem ouvido suas pobres e fracas orações. "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" (Sl 103:2).

Noite

(…) orai uns pelos outros (…)

(Tg 5:16)

Como um agradável incentivo a oferecer orações de intercessão, lembre-se que esse tipo de oração é a mais doce e a que Deus sempre ouve, pois a oração de Cristo é dessa natureza. Em todo o incenso que nosso Grande Sumo Sacerdote coloca agora no incensário de ouro, não há um único grão que seja por Si próprio. Sua intercessão é a mais aceitável de todas as súplicas, e quanto mais as nossas orações se assemelharem as de Cristo, mais doces elas serão. Assim, enquanto petições por nós mesmos serão aceitas, nossas súplicas pelos outros, tendo nelas mais dos frutos do Espírito, mais amor, mais fé, mais amor fraternal, serão, pelos preciosos méritos de Jesus, as mais doces ofertas que poderemos oferecer a Deus, a própria gordura do nosso sacrifício. Lembre-se, mais uma vez, que a oração de intercessão é extremamente prevalente. Que maravilhas elas têm feito! A Palavra de Deus está repleta de seus maravilhosos feitos. Crente, tens uma poderosa ferramenta em tuas mãos; use-a bem, usea constantemente, use-a com fé, e serás certamente um benfeitor a teus irmãos.

Quando tens o ouvido do Rei a te ouvir, fale com Ele pelos membros sofredores de Seu corpo. Quando és favorecido a te aproximares bem perto de Seu trono, e o Rei diz: "Pedi, e Eu te darei o que tu queres", não deixe que tuas petições sejam somente para ti, mas para muitos que precisam de Sua ajuda. Se tens graça em tudo, mas não fores um intercessor, essa graça será pequena como um grão de mostarda; tu tens graça apenas para que tua alma possa flutuar limpa sobre a areia movediça, mas não tens inundações profundas de graça; do contrário, levarias em tua alegre barca uma pesada carga com as necessidades de outros, e trarias de volta do teu Senhor ricas bênçãos para aqueles que, se não fosse por ti, não poderiam obtêlas. "Oh, deixe que minhas mãos esqueçam a sua habilidade, Minha língua fique em silêncio, fria e, ainda, Esse coração seja compelido a esquecer de bater, Se eu esquecer o propiciatório!"