Orando em todo o tempo (…)
(Ef 6:18)
Que multidão de orações nós edificamos a partir do primeiro momento em que aprendemos a orar. A nossa primeira oração foi uma oração por nós mesmos; pedimos que Deus tivesse misericórdia de nós e que apagasse nossa transgressão. Ele nos ouviu. Mas quando Ele apagou nossos pecados como uma nuvem (Is 44:22), então tivemos mais orações por nós mesmos. Nós temos de orar pela graça santificante, pela constringente e restringente graça; fomos levados a suplicar por uma nova certeza de fé pela aplicação consoladora da promessa, pela libertação na hora da tentação, pela ajuda no momento do dever, e pelo socorro no dia do julgamento.
Fomos compelidos a ir a Deus pelas nossas almas, como suplicantes constantes pedindo tudo. Deem testemunho, filhos de Deus; vocês nunca serão capazes de conseguir qualquer coisa para as vossas almas em outro lugar. Todo o pão que sua alma tenha comido desceu do céu, e toda a água que tenha bebido fluiu a partir da Rocha Viva, o Senhor Jesus Cristo. Sua alma nunca cresceu abundante em si mesma; ela sempre foi um pensionário da generosidade diária de Deus; portanto, suas orações já subiram ao céu por uma variedade de misericórdias espirituais totalmente infinitas. Suas necessidades foram inúmeras e, portanto, as provisões têm sido infinitamente excelentes; suas orações foram tão variadas como incontáveis foram as misericórdias. Assim, não terá você motivos para dizer: "Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica" (Sl 116:1)? pois tal como suas orações têm sido muitas, assim também as respostas de Deus a elas. Ele as tem ouvido no dia da angústia, tem lhe fortalecido, lhe ajudado, mesmo quando você O desonrou no propiciatório pela hesitação e pela dúvida. Lembrese disso, e que esse fato encha seu coração de gratidão a Deus, Aquele que graciosamente tem ouvido suas pobres e fracas orações. "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios" (Sl 103:2).