Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 5 de fevereiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo

(1Jo 4:14)

É um maravilhoso pensamento que Jesus Cristo não tenha vindo sem a permissão, autoridade, consentimento e assistência do Pai. Ele foi enviado pelo Pai para que pudesse ser o Salvador dos homens. Nós estamos muito propensos a esquecer isso; enquanto há distinções quanto às pessoas da Trindade, não há distinções de honra. Nós também frequentemente atribuímos a honra da nossa salvação, ou pelo menos as profundezas de sua benevolência, mais a Jesus Cristo do que ao Pai. Esse é um grande erro.

Se Jesus veio, acaso não foi Seu Pai que O enviou? Se Jesus falou maravilhosamente, não foi porventura Seu Pai que derramou graça em Seus lábios para que pudesse ser um sacerdote capaz de uma nova aliança? Aquele que conhece o Pai, o Filho, e o Espírito Santo como deveria conhecê-Los, nunca coloca um antes do outro em seu amor; ele Os vê em Belém, no Getsêmani, e no Calvário, todos igualmente envolvidos na obra da salvação. Ó cristão, colocas a tua confiança no Homem Cristo Jesus? Porventura colocaste tua confiança unicamente nEle? Estás unido a Ele? Então, acredite que estás unido ao Deus dos céu. Desde que sejas irmão do Homem Cristo Jesus, e mantenhas íntima comunhão com Ele, estás ligado com Deus, o Eterno, e o Ancião de dias (Dn 7:9) é teu Pai e teu amigo.

Acaso consideraste alguma vez o profundo amor no coração de Jeová quando Deus, o Pai, enviou Seu Filho para a grande obra de misericórdia? Se não, seja esse o teu dia de meditação. O Pai O enviou! Contemple esse assunto. Pense em como Jesus opera aquilo que o Pai deseja. Nas feridas do agonizante Salvador, vemos o amor do grande EU SOU. Deixe que cada pensamento sobre Jesus esteja também conectado com o Eterno, o sempreabençoado Deus, pois "ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar" (Is 53:10).

Noite

Naquele tempo, respondendo Jesus (…)

(Mt 11:25)

Esta é uma maneira singular de começar um verso: "Naquele tempo, respondendo Jesus". Se você olhar o contexto, perceberá que nenhuma pessoa tinha Lhe feito uma pergunta ou que Ele estivesse conversando com alguém. No entanto, está escrito: "Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai". Quando um homem responde, ele responde à pessoa com quem estava falando. Quem, então, tinha falado com Cristo?

Seu Pai. No entanto, não há qualquer registro desse fato; isso nos ensina que Jesus tinha uma comunhão constante com o Pai; Deus falava em Seu coração tantas vezes, e de modo tão contínuo, que essa não era uma circunstância singular o suficiente para que fosse registrada. Era o hábito e a vida de Jesus falar com Deus. Assim como Jesus foi neste mundo, devemos nós ser; vamos, portanto, aprender a lição que essa simples afirmação sobre Ele nos ensina. Que possamos também ter silenciosa comunhão com o Pai, para que possamos responder a Ele muitas vezes e, embora o mundo não saiba com quem falamos, responderemos a essa voz oculta, inaudível a qualquer outro ouvido, que o nosso próprio ouvido, aberto pelo Espírito de Deus, reconhece com alegria. Deus nos falou; vamos respondê-Lo, seja para confirmar que Ele é verdadeiro e fiel a Sua promessa, ou para confessar o pecado que o Espírito de Deus nos convenceu, ou reconhecer a misericórdia que a providência de Deus concedeu, ou para expressar concordância com as grandes verdades que Deus-Espírito Santo abriu a nossa compreensão. Que privilégio é a íntima comunhão com o Pai de nosso espírito! É um segredo escondido do mundo, uma alegria que até mesmo o amigo mais próximo não se intromete. Se quisermos ouvir os sussurros do Deus de amor, nossos ouvidos devem estar purificados e preparados para ouvir a Sua voz. Esta noite, que o nosso coração esteja em um tal estado que, quando Deus falar conosco, nós, assim como Jesus, possamos estar preparados para imediatamente Lhe responder.