(…) nas que se não vêem (…)
(2Co 4:18)
A nossa peregrinação cristã é, em sua maior parte, estar olhando para frente. Adiante está a coroa, e para frente é o objetivo. Quer seja pela esperança, pela alegria, pelo consolo, ou pela inspiração do nosso amor, o futuro deve ser, afinal, o grande objetivo dos olhos da fé. Olhando para o futuro vemos o pecado ser removido, o corpo do pecado e da morte ser destruído, a alma aperfeiçoada e apta a ser participante da herança dos santos na luz (Cl 1:12). Olhando ainda para o futuro, os olhos esclarecidos do crente podem ver transposto o rio da morte, o sombrio fluxo ultrapassado, e as colinas de luz alcançadas, onde se levanta a cidade celestial; ele vê a si mesmo entrando pelos portões de pérolas, sendo saudado como mais que vencedor, coroado pela mão de Cristo, abraçado nos braços de Jesus, glorificado com Ele e sentado com Ele em Seu trono, tal como Ele venceu e está assentado com o Pai em Seu trono. O pensamento desse futuro pode muito bem aliviar a escuridão do passado e as trevas do presente. As alegrias do céu certamente compensarão as tristezas da Terra. Silêncio, silêncio, minhas dúvidas!
A morte é apenas um córrego estreito, e tu, em breve, o terás cruzado. Tempo, quão curto; eternidade, quão longa! Morte, quão breve; imortalidade, quão infinita! Parece-me que, mesmo agora, eu me alimento dos cachos do Escol (Nm 13:23), e saboreio do poço que está junto à porta (2Sm 23:15). A estrada é tão, tão curta! Em breve eu estarei lá. "Quando o mundo o meu coração estiver rasgando, Com sua mais pesada tempestade de inquietação, Meus pensamentos alegres para o céu ascendem, E encontram um refúgio do desespero. A visão resplandecente da fé me sustenta, Até a vida de peregrinação ser passado; Medos podem maltratar, e problemas machucar, Chegarei em minha casa, enfim".