Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 28 de janeiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) perfeito em Jesus Cristo

(Cl 1:28)

Você sente, em sua própria alma, que a perfeição não está em você? Todos os dias você sente isso? Toda lágrima que escorre de seus olhos chora "imperfeição"; cada palavra áspera que procede de seus lábios murmura "imperfeição". Você também tem frequentemente uma visão de seu próprio coração sonhando por um momento de perfeição em você. Mas, em meio a essa triste consciência de imperfeição, aqui está seu conforto: você é "perfeito em Jesus Cristo".

Aos olhos de Deus, você é "perfeito nele" (Cl 2:10); mesmo agora, você é "agradável a si no Amado" (Ef 1:6). Mas há uma segunda perfeição ainda a ser realizada, a qual é certa para toda a descendência. Porventura não é agradável olhar para frente, para o momento em que toda mancha do pecado será removida do crente, e ele será apresentado irrepreensível diante do trono, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante (Ef 5:27)? A Igreja de Cristo, então, será tão pura que nem mesmo os olhos da onisciência verão nela mancha ou defeito; tão santa e tão gloriosa que Joseph Hart não foi além da verdade quando disse: "Com as vestes do meu Salvador sobre mim, Santo como o Santíssimo". Então, conheceremos, e provaremos, e sentiremos a felicidade desta vasta, mas não curta sentença: "Perfeito em Jesus Cristo". Só então poderemos compreender plenamente a altura e profundidade da salvação de Jesus. Acaso o teu coração não salta de alegria com esse pensamento? Sujo como és, serás alvo um dia; imundo como és, serás limpo.

Oh, que maravilhosa salvação é essa! Cristo toma um verme e o transforma em um anjo; Cristo toma uma coisa suja e deformada, e a torna limpa e incomparável em Sua glória, inigualável em Sua formosura, e apta a ser companheira de serafins. Ó minha alma, levante-se e admire essa bendita verdade: ser "perfeito em Cristo". Joseph Hart (1712 - 1768) foi um pastor calvinista inglês. (N.T.)

Noite

E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito

(Lc 2:20)

Qual foi o assunto do louvor deles? Eles louvavam a Deus por aquilo que tinham ouvido, pelas boas novas de grande alegria, que o Salvador lhes havia nascido. Vamos imitá-los; vamos elevar também um cântico de ação de graças, pois ouvimos falar de Jesus e de Sua salvação. Eles também louvaram a Deus por aquilo que tinham visto. Aqui está a música mais doce, a que temos experimentado, que sentimos internamente, que temos feito nossa própria: "Do que tenho feito no tocante ao Rei" (Sl 45:1).

Não é o suficiente ouvir a respeito de Jesus; o ouvir pode simplesmente extrair algum som da harpa, mas apenas os dedos de uma fé viva criam música. Se você já viu Jesus com os olhos da fé dados por Deus, não permita qualquer teia de aranha entre as cordas da harpa, mas louve com vigor a soberana graça; desperte o teu saltério e harpa. Um ponto pelo qual eles louvaram a Deus foi a concordância entre aquilo que tinham ouvido e o que tinham visto. Observe a última frase: "Como lhes havia sido dito". Porventura você não encontrou ser o evangelho aquilo que a Bíblia disse que seria? Jesus disse que lhe daria descanso; acaso você não desfruta nEle a paz mais doce? Ele disse que você teria alegria, conforto e vida através da crença nEle; não recebeu você tudo isso?

Não são os Seus caminhos, caminhos de delícias, e Suas veredas, caminhos da paz (Pv 3:17)? Certamente você pode dizer como disse a rainha de Sabá: "Eis que não me disseram metade" (1Rs 10:7). Eu encontrei a Cristo mais doce que Seus servos disseram que Ele era. Eu olhei para Sua aparência como eles O pintaram, mas foi um mero traço comparado com Ele próprio, pois o Rei, em Sua formosura, supera toda beleza imaginável. Certamente o que temos "visto" mantém a sintonia, ou melhor, excede em muito o que temos "ouvido". Vamos, então, glorificar e louvar a Deus por um Salvador tão precioso e tão satisfatório.