As benignidades do Senhor mencionarei, e os muitos louvores do Senhor, conforme tudo quanto o Senhor nos concedeu (…)
(Is 63:7)
Podes tu não fazer isso? Será que não existem misericórdias que tenhas experimentado? Embora estejas triste agora, podes tu esquecer o abençoado momento quando Jesus te recebeu, e disse: "Vinde a mim"? Porventura podes não lembrar daquele momento arrebatador quando Ele quebrou teus grilhões, arremessando por terra as tuas correntes, e dizendo: "Eu vim para quebrar tuas cadeias e libertálo"? Ou, se o amor dos teus esponsais foi esquecido, certamente deve haver algum precioso marco, ao longo da estrada da vida, onde não tenha crescido o musgo, e onde possas ler um memorial de Sua misericórdia para contigo.
O quê! Nunca tiveste uma doença como esta que estás agora sofrendo e que Ele não tenha te restaurado? Nunca antes foste pobre e que Ele tenha suprido tuas necessidades? Nunca estiveste em situação apertada e que Ele não te livraste? Levanta-te, vá ao ribeiro da tua experiência, puxe para cima alguns juncos e entrelace-os como uma arca onde tua pequenina fé possa flutuar no regato com segurança. Não te esqueças daquilo que o teu Deus tem feito por ti; revolva o livro da tua lembrança e considere os dias antigos. Podes tu não lembrar do monte Mizar (Sl 42:6)? Será que o Senhor nunca encontrou contigo no Hermon? Porventura nunca subiste as "Montanhas das Delícias"?
Porventura nunca foste ajudado em tempo oportuno? Sim, eu sei que foste. Volte, então, um pouco, até as escolhidas misericórdias dos dias anteriores e, apesar de tudo estar escuro agora, acenda as luzes do passado, pois elas irão brilhar em meio à escuridão, e tu confiarás no Senhor até o dia raiar e as sombras voarem para longe. "Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade" (Sl 25:6). De acordo com o “Strong's Hebrew and Greek Dictionaries”, a palavra "Mizar" significa "pequeno". (N.T.) "Montanhas das Delícias" é uma referência ao livro "O Peregrino", escrito pelo pregador John Bunyan (1628 - 1688), publicado na Inglaterra, em 1678. (N.T.)