Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 25 de janeiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

As benignidades do Senhor mencionarei, e os muitos louvores do Senhor, conforme tudo quanto o Senhor nos concedeu (…)

(Is 63:7)

Podes tu não fazer isso? Será que não existem misericórdias que tenhas experimentado? Embora estejas triste agora, podes tu esquecer o abençoado momento quando Jesus te recebeu, e disse: "Vinde a mim"? Porventura podes não lembrar daquele momento arrebatador quando Ele quebrou teus grilhões, arremessando por terra as tuas correntes, e dizendo: "Eu vim para quebrar tuas cadeias e libertálo"? Ou, se o amor dos teus esponsais foi esquecido, certamente deve haver algum precioso marco, ao longo da estrada da vida, onde não tenha crescido o musgo, e onde possas ler um memorial de Sua misericórdia para contigo.

O quê! Nunca tiveste uma doença como esta que estás agora sofrendo e que Ele não tenha te restaurado? Nunca antes foste pobre e que Ele tenha suprido tuas necessidades? Nunca estiveste em situação apertada e que Ele não te livraste? Levanta-te, vá ao ribeiro da tua experiência, puxe para cima alguns juncos e entrelace-os como uma arca onde tua pequenina fé possa flutuar no regato com segurança. Não te esqueças daquilo que o teu Deus tem feito por ti; revolva o livro da tua lembrança e considere os dias antigos. Podes tu não lembrar do monte Mizar (Sl 42:6)? Será que o Senhor nunca encontrou contigo no Hermon? Porventura nunca subiste as "Montanhas das Delícias"?

Porventura nunca foste ajudado em tempo oportuno? Sim, eu sei que foste. Volte, então, um pouco, até as escolhidas misericórdias dos dias anteriores e, apesar de tudo estar escuro agora, acenda as luzes do passado, pois elas irão brilhar em meio à escuridão, e tu confiarás no Senhor até o dia raiar e as sombras voarem para longe. "Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade" (Sl 25:6). De acordo com o “Strong's Hebrew and Greek Dictionaries”, a palavra "Mizar" significa "pequeno". (N.T.) "Montanhas das Delícias" é uma referência ao livro "O Peregrino", escrito pelo pregador John Bunyan (1628 - 1688), publicado na Inglaterra, em 1678. (N.T.)

Noite

Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei

(Rm 3:31)

Quando o crente é adotado na família do Senhor, sua relação com o velho Adão e com a lei cessam de uma só vez; ele está sob uma nova regra e uma nova aliança. Crente, você é filho de Deus; seu primeiro dever é obedecer ao Pai celestial. Você não tem qualquer relação com um espírito servil; você não é um escravo, mas filho; agora, uma vez que você é um filho amado, você está unido à obediência do desejo mais suave de seu Pai, ao menor sinal de Sua vontade. Porventura Ele lhe ordenou o cumprimento de uma ordenança sagrada? É por seu risco que você a negligencia, pois estará desobedecendo a seu Pai.

Porventura Ele ordenou buscar a semelhança de Jesus? Não é sua alegria fazê-lo? Acaso Jesus não lhe disse: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mt 5:48)? Por isso, não porque a lei manda, mas porque o seu Salvador ordena, é que você trabalhará para ser perfeito em santidade. Ordenou Ele aos Seus santos amarem-se uns aos outros? Faça-o, não porque a lei diz:

"Amarás o teu próximo" (Lv 19:18), mas porque Jesus diz: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (Jo 14:15); e este é o mandamento que Ele lhe deu: "Que vos ameis uns aos outros" (Jo 13:34). Disse Ele para repartir com os pobres? Façao, não porque a caridade é um fardo que você não busca esquivar-se, mas porque Jesus ensina: "Dá a quem te pedir" (Mt 5:42). Porventura a Palavra diz: "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração" (Dt 6:5)? Olhe para o mandamento e responda: "Ah, mandamento!

Cristo já te cumpriu; portanto, eu não preciso cumprir-te para minha salvação, mas me alegro em render-te obediência, porque Deus é meu Pai; e, agora, Ele tem direito sobre mim, direito ao qual não posso me opor". Que o Espírito Santo faça o seu coração obediente ao poder constrangedor do amor de Cristo (2Co 5:14), para que sua oração possa ser: "Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer" (Sl 119:35). Graça é mãe e mentora da santidade, e não apologista do pecado.