Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 23 de janeiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) exaltei a um eleito do povo.

(Sl 89:19)

Por que Cristo foi eleito de entre o povo? Fale, meu coração, pois os pensamentos do coração são os melhores. Porventura não foi porque Ele pôde ser capaz de ser nosso irmão no bem-aventurado vínculo de parentesco sanguíneo? Oh, que relação existe entre Cristo e o crente! O crente pode dizer: "Eu tenho um Irmão no céu; eu posso ser pobre, mas tenho um Irmão que é rico, e é um Rei; irá Ele me deixar em carência enquanto está em Seu trono? Oh, não! Ele me ama, Ele é meu irmão". Crente, use esse abençoado pensamento como um colar de diamantes ao redor do pescoço da tua memória; coloque-o como um anel de ouro no dedo da lembrança e use-o como o próprio selo do Rei, carimbando as petições da tua fé com confiança de êxito. Ele é um irmão nascido para a adversidade (Pv 17:17); trate-O como tal.

Cristo também foi um eleito do povo porque Ele conhece nossas necessidades e Se compadece conosco. "Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Hb 4:15). Em todas as nossas tristezas temos Sua compaixão. Tentação, dor, decepção, fraqueza, fadiga e pobreza; Ele conhece todas elas, pois sentiu todas. Lembre-se disso, cristão, e deixe que esse fato lhe conforte. Por mais difícil e doloroso que seja o teu caminho, ele é marcado pelas pegadas do teu Salvador, e mesmo quando atinjas o vale escuro da sombra da morte, e as águas profundas do largo Jordão, tu encontrarás lá Suas pegadas. Em todos os lugares para onde quer que formos, Ele terá sido o nosso precursor; cada fardo que teremos de carregar, algum dia já foi colocado sobre os ombros de Emanuel.

"Seu caminho foi muito mais duro e tenebroso que o meu; Se Cristo, meu Senhor, suportou, devo eu murmurar? Coragem! Pés reais deixaram um rasto vermelhosangue na estrada, E consagraram para sempre o caminho espinhoso".

Noite

(…) do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho (…)

(Ct 1:4)

Jesus não deixará Seu povo esquecer do Seu amor. Se todo o amor que eles têm desfrutado pudesse ser esquecido, Ele os visitaria com amor renovado. "Você esqueceu da minha cruz?", Ele diz; "Eu farei com que você se lembre dela; pelas minhas ordenanças, Eu manifestarei a mim mesmo a você novamente. Você esqueceu o que Eu fiz por você nas câmaras da eternidade? Eu vou lembrá-lo disso, pois você precisa de um conselheiro, e Eu estarei pronto quando você pedir".

As mães não deixam seus filhos esquecê-las. Se o garoto tiver ido para outro país e não escrever para casa, sua mãe lhe escreverá: "Será que você esqueceu de sua mãe?". Em seguida, virá de volta uma amável carta, provando que o gentil lembrete não foi em vão. Assim é com Jesus. Ele nos diz: "Lembre-se de Mim", e nossa resposta é: "Do teu amor nos lembraremos". Nos lembraremos do Teu amor e da Tua incomparável história; é antiga como a glória que tinhas com o Pai antes que o mundo existisse. Nos lembramos, ó Jesus, do Teu amor eterno quando Te tornaste nosso Fiador e nos esposaste como Tua noiva. Nos lembramos do amor que demonstraste no sacrifício de Ti mesmo, amor que, até a plenitude dos tempos, meditaremos sobre esse sacrifício, e pelo tempo em que, no livro que foi escrito de Ti, está: "Eis-me aqui". Nos lembraremos do Teu amor, ó Jesus, como ele foi manifestado a nós em Tua vida santa, desde a manjedoura, em Belém, até o jardim do Getsêmani; seguiremos a Ti desde o berço até o túmulo, pois cada palavra e ação Tua foi amor, e nos regozijaremos em Teu amor, o qual a morte não extingue; Teu amor que brilhava resplandecente em Tua ressurreição. Nos lembraremos que o fogo de amor ardente nunca deixará que Te cales, até que os Teus escolhidos sejam todos recebidos de forma segura, até que Sião seja glorificado e Jerusalém seja estabelecida, no céu, em seus fundamentos eternos de luz e amor.