Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 22 de janeiro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Filho do homem, que mais é a árvore da videira do que qualquer outra árvore, ou do que o sarmento que está entre as árvores do bosque?

(Ez 15:2)

Essas palavras são para tornar humilde o povo de Deus; eles são chamados videira de Deus, mas o que eles são, por natureza, mais que os outros? Eles, pela bondade de Deus, tornaram-se frutíferos, tendo sido plantados em bom solo; o Senhor os têm ensinado sobre as paredes do santuário, e eles produzirão frutos para Sua glória; porém, o que são eles sem Deus? O que são eles sem a influência contínua do Espírito gerando neles fecundidade? Ó crente, aprendas a rejeitar o orgulho vendo que não tens motivo para isso. O que quer que sejas, tu não tens coisa alguma para fazer-te orgulhoso.

Quanto mais tens, mais estarás em dívida para com Deus, e tu não deves ter orgulho daquilo que te tornas um devedor. Considere a tua origem; olhe para trás, para o que foste. Considere o que tu terias sido se não fosse a graça divina. Olhe para ti como és agora. Porventura tua consciência não te repreende? Não estão tuas mil andanças diante de ti dizendo que tu és indigno de ser chamado filho dEle? E se Ele te fez ser alguma coisa, acaso não estás instruído desse modo exatamente porque é a graça que fez a ti a diferença? Grande crente, tu terias sido um grande pecador se Deus não tivesse feito a ti a diferença. Ó tu que és valente pela verdade, tu não terias sido tão valente contra o erro se a graça não estivesse sobre ti. Portanto, não sejas orgulhoso apesar de teres uma grande propriedade ou um amplo domínio da graça; tu não terias uma única coisa para chamar tua própria exceto o teu pecado e a tua miséria. Oh! estranha paixão, tu que tens tudo emprestado, e pensas em exaltar a ti mesmo; pobre dependente pensionista da generosidade do teu Salvador, alguém que tem uma vida que morreria se não fosse os riachos refrescantes de vida vindos de Jesus, e, ainda assim, orgulhoso! Que vergonha para ti, ó tolo coração!

Noite

(…) Porventura teme Jó a Deus debalde?

(Jó 1:9)

Essa foi a maligna pergunta de Satanás sobre o justo Jó, porém há muitos nos dias de hoje aos quais isso também poderia ser perguntado. Eles amam a Deus de aparência, pois Ele os prospera; contudo, se as coisas vão mal, desistem de toda a alardeada fé em Deus que diziam ter. Se pudessem ver claramente que, desde o momento de suas supostas conversões, o mundo lhes foi próspero, então, adorariam a Deus na pobre forma carnal deles, mas se sofrem a adversidade, rebelam-se contra o Senhor. O amor deles é um amor à mesa, e não ao hospedeiro; um amor ao armário, e não ao dono da casa. Quanto ao verdadeiro cristão, ele espera ter sua recompensa na vida futura, e suporta a dureza nesta.

A promessa da antiga aliança é adversidade. Lembre-se das palavras de Cristo: "Toda a vara em mim, que não dá fruto"… O quê? Ele "a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto" (Jo 15:2). Se você der fruto, você terá de suportar a aflição. "Ai de mim!", você diz, “que terrível perspectiva". No entanto, essa aflição é capaz de resultados preciosos, pois o cristão deve aprender a se alegrar nas tribulações, porque assim como suas tribulações são abundantes, assim são numerosos seus consolos por Cristo Jesus. Tenha certeza, se você é um filho de Deus, que você não será estranho à vara. Mais cedo ou mais tarde, cada barra de ouro passará pelo fogo. Não tema, mas sim, alegre-se que tais momentos frutíferos lhe estejam armazenados, pois neles você será elevado da Terra e feito digno do céu; você será liberto dos apegos do presente e feito ansioso para as coisas eternas que brevemente lhe serão reveladas. Quando você sente que, quanto ao momento presente, você serve a Deus em completo fracasso, então, você se alegrará na recompensa infinita do futuro.