(…) e a vida que agora vivo na carne, vivo- a pela fé do Filho de Deus (…)
(Gl 2:20)
Quando o Senhor, com misericórdia, passou e nos viu em nosso sangue, antes de tudo, Ele disse: "Vive" (Ez 16:6). Ele fez isso primeiro porque vida é uma das coisas absolutamente essenciais em questões espirituais; até que ela seja concedida, somos incapazes de tomar parte nas coisas do reino. A vida que a graça confere aos santos no momento da vivificação é nada menos que a vida de Cristo; tal como a seiva do caule, ela corre para dentro de nós, os ramos, e estabelece uma conexão viva entre nossa alma e Jesus. Fé é a graça que compreende essa união, dela procedendo como suas primícias; é o pescoço que junta o corpo da Igreja à sua todagloriosa Cabeça. A fé se apodera do Senhor Jesus com firme e determinada compreensão. Ela conhece Sua excelência e valor, e nenhuma tentação pode induzi-la a colocar sua confiança em outro lugar. E Cristo Jesus é tão encantado com essa graça celestial que nunca deixa de fortalecê-la e sustentá-la pelo Seu abraço amoroso e pelo todo-suficiente apoio de Seus braços eternos. Aqui, então, é estabelecida a viva, a sensível e encantadora união que lança adiante ribeiros de amor, confiança, afinidade, complacência e alegria, onde a noiva e o Noivo gostam de beber. Quando a alma percebe essa unidade entre si mesma e Cristo, a pulsação pode ser sentida batendo em ambos, e um único sangue fluindo nas veias de cada um. Então, o coração fica tão próximo do céu quanto é possível estar aqui da Terra, e preparado para gozar a alegria da mais sublime e espiritual forma de comunhão.