(…) e assim estaremos sempre com o Senhor
(1Ts 4:16)
Como são breves mesmo aquelas visitas mais doces de Cristo! Como são transitórias! Em um momento nossos olhos O veem, e nos regozijamos com alegria indescritível e completa glória, porém rapidamente já não O vemos mais, pois nosso amado retira-Se de nós. Como o gamo ou o jovem cervo, Ele salta por sobre as montanhas. Ele se foi para a terra das especiarias, e não Se alimenta mais entre os lírios. "Se, hoje, Ele consente em nos abençoar, Com o sentimento de pecado perdoado, Ele, amanhã, pode nos afligir, Fazendo-nos sentir o flagelo interior". Oh, quão doce é a esperança por aquele dia em que não iremos contemplá-Lo à distância, mas O veremos face a face; quando não seremos como o andarilho que tarda durante a noite, mas estaremos eternamente abraçados no seio glorioso do nosso Senhor. Não O veremos apenas por um breve período, mas… "Milhões de anos nossos olhos encantados, Acompanharão o maravilhoso andar de nosso Salvador; E por miríades de eras nós iremos adorar, As maravilhas do Seu amor".
No céu não haverá interrupções com ansiedades ou pecados. Nenhuma lágrima ofuscará nossos olhos, nenhum negócio terreno distrairá nossos felizes pensamentos, não teremos coisa alguma a nos impedir de olhar eternamente para o Sol da Justiça com olhos incansáveis. Oh, se é tão doce vê-Lo de vez em quando, quão doce será olhar esse abençoado rosto para sempre, sem que haja sequer uma única nuvem a atrapalhar, e sem nunca precisar virar os olhos e ver um mundo de cansaço e aflição! Dia bem-aventurado, quando irás alvorecer? Levanta-te, ó sol inacabado! As alegrias dos sentidos podem nos deixar tão logo desejarem, pois haverá uma gloriosa compensação. Se morrer não é outra coisa senão entrar em comunhão ininterrupta com Jesus, então, a morte é, de fato, um ganho (Fp 1:21), e uma gota escura engolida no oceano da vitória.