Tu és toda formosa, meu amor(…)
(Ct 4:7)
A admiração do Senhor por Sua Igreja é magnífica, assim como é radiante a descrição de sua beleza. Ela não é apenas formosa, porém "toda formosa". O Senhor a vê em Si mesmo, lavada em Seu sangue expiatório, vestida em Sua justiça meritória, cheia de graciosidade e beleza. E isso não é à toa, uma vez que é a Sua própria excelência perfeita que Ele admira, pois a santidade, a glória e a perfeição de Sua Igreja provêm de Suas próprias vestes gloriosas que envolvem Sua bem-amada esposa. Ela não é simplesmente pura, mas terminantemente encantadora e justa!
Ela tem dignidade real! As deformidades ocasionadas pelo pecado serão removidas. Mais ainda: a Igreja adquire, através de Seu Senhor, uma louvável justiça, em que uma beleza real lhe é conferida. Os crentes possuem a segura e confiante justiça dada a eles quando se tornam "agradáveis a si no Amado" (Ef 1:6). Tampouco a Igreja é apenas amada, porém extremamente amada. O Senhor a distingue como a "mais formosa entre as mulheres" (Ct 1:8). Ela possui uma tão grande excelência que não pode ser comparada nem mesmo com toda a nobreza e realeza do mundo. Se Jesus pudesse trocar Sua noiva eleita por todas as rainhas e imperatrizes da Terra, ou, até mesmo, pelos anjos no céu, Ele não o faria, pois Ele coloca Sua Igreja acima de tudo, como "a mais formosa entre as mulheres". Assim como a lua, o brilho da Igreja ofusca as estrelas, e essa não é uma opinião que Jesus tenha receio de expressar, uma vez que Ele chama todos os homens a ouvirem tal opinião. O Senhor exclama um "eis" antes de afirmar uma especial nota de exclamação, convidando e prendendo a atenção de todos: "Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa" (Ct 4:1). O conceito que o Senhor tem sobre Sua Igreja é divulgado a todos no momento presente, e também o será diante do Seu trono de glória, onde reconhecerá essa verdade perante a congregação universal. "Vinde, benditos de meu Pai" (Mt 25:34) será Sua afirmação solene a respeito da graciosidade de Seus eleitos.