Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 2 de dezembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

Tu és toda formosa, meu amor(…)

(Ct 4:7)

A admiração do Senhor por Sua Igreja é magnífica, assim como é radiante a descrição de sua beleza. Ela não é apenas formosa, porém "toda formosa". O Senhor a vê em Si mesmo, lavada em Seu sangue expiatório, vestida em Sua justiça meritória, cheia de graciosidade e beleza. E isso não é à toa, uma vez que é a Sua própria excelência perfeita que Ele admira, pois a santidade, a glória e a perfeição de Sua Igreja provêm de Suas próprias vestes gloriosas que envolvem Sua bem-amada esposa. Ela não é simplesmente pura, mas terminantemente encantadora e justa!

Ela tem dignidade real! As deformidades ocasionadas pelo pecado serão removidas. Mais ainda: a Igreja adquire, através de Seu Senhor, uma louvável justiça, em que uma beleza real lhe é conferida. Os crentes possuem a segura e confiante justiça dada a eles quando se tornam "agradáveis a si no Amado" (Ef 1:6). Tampouco a Igreja é apenas amada, porém extremamente amada. O Senhor a distingue como a "mais formosa entre as mulheres" (Ct 1:8). Ela possui uma tão grande excelência que não pode ser comparada nem mesmo com toda a nobreza e realeza do mundo. Se Jesus pudesse trocar Sua noiva eleita por todas as rainhas e imperatrizes da Terra, ou, até mesmo, pelos anjos no céu, Ele não o faria, pois Ele coloca Sua Igreja acima de tudo, como "a mais formosa entre as mulheres". Assim como a lua, o brilho da Igreja ofusca as estrelas, e essa não é uma opinião que Jesus tenha receio de expressar, uma vez que Ele chama todos os homens a ouvirem tal opinião. O Senhor exclama um "eis" antes de afirmar uma especial nota de exclamação, convidando e prendendo a atenção de todos: "Eis que és formosa, meu amor, eis que és formosa" (Ct 4:1). O conceito que o Senhor tem sobre Sua Igreja é divulgado a todos no momento presente, e também o será diante do Seu trono de glória, onde reconhecerá essa verdade perante a congregação universal. "Vinde, benditos de meu Pai" (Mt 25:34) será Sua afirmação solene a respeito da graciosidade de Seus eleitos.

Noite

(…) eis que tudo era vaidade

(Ec 1:14)

Nada pode satisfazer plenamente o ser humano a não ser o Senhor e o Seu amor. Alguns santos tentaram ancorar em outros ancoradouros, mas foram expulsos de tais funestos refúgios. Salomão, o mais sábio dos homens, pôde experimentar em nosso lugar, e fez por nós tudo aquilo que não devemos nos atrever a fazer para nós mesmos. Aqui está o seu testemunho em suas próprias palavras: "E fui engrandecido, e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.

E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol" (Ec 2:9-11). "Vaidade de vaidades! Tudo é vaidade" (Ec 1:2). O quê! Era tudo vaidade? Ó benevolente monarca, não há nada em toda a tua riqueza? Nada nesse vasto domínio que se estende desde o rio até o mar? Nada nos gloriosos palácios de Tadmor? Nada na casa do bosque do Líbano? Em toda a tua música e dança, vinho e luxúria, não há nada? "Nada", diz ele, "mas aflição de espírito".

Esse foi seu veredicto após ter andado por todo o caminho dos prazeres. Abraçar nosso Senhor Jesus, permanecer em Seu amor e estar em união plena com Ele, isso é tudo. Caro leitor, você não precisa tentar outras formas de vida a fim de ver se elas serão melhores do que a vida cristã. Se você percorrer todo o mundo, você não verá pontos turísticos mais belos do que a vista do rosto do nosso Salvador. Você pode ter todas as comodidades da vida, mas se você perder o seu Salvador, você será um miserável. Se você ganhar a Cristo, você poderia definhar numa masmorra, pois encontrará, ainda assim, um paraíso. Poderia viver na obscuridade, mas ainda estaria satisfeito com prazer, e cheio da bondade do Senhor.