Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo […] Não deixarás de repreender o teu próximo, e por causa dele não sofrerás pecado
(Lv 19:16-17)
O mexeriqueiro emite um veneno tríplice, pois ele prejudica aquele que conta, aquele que ouve, e a pessoa a respeito de quem a narrativa é contada. Quer seja a informação verdadeira ou falsa, por esse mandamento da Palavra de Deus, estamos proibidos de espalhá-la. A reputação do povo de Deus deve ser muito preciosa a nós, e, portanto, devemos considerar vergonhoso ajudar o diabo a desonrar a Igreja e o nome do Senhor. Algumas línguas precisam de rédeas em lugar de esporão. Alguns imaginam que há muita glória em puxar seus irmãos para baixo como se, por conta disso, eles fossem elevados.
Os filhos prudentes de Noé lançaram um manto sobre seu pai, mas aquele que o expôs recebeu uma terrível maldição (Gn 9:20-27). Podemos nós mesmos, em um destes dias sombrios, precisar da paciência e silêncio de nossos irmãos. Por isso, vamos retribuir alegremente àqueles que necessitam desse comportamento agora. Seja essa a nossa regra de família, nossa obrigação pessoal: não falar mal de ninguém. No entanto, o Espírito Santo nos permite censurar o pecado e prescreve a forma para fazê-lo: deve ser feito pela repreensão direta a nosso irmão, em sua frente, e não o injuriando pelas costas. Esse comportamento é valoroso, fraternal, semelhante ao de Cristo e, sob a bênção de Deus, proveitoso. Houve arrependimento pela repreensão?
Então, devemos pôr maior ênfase sobre a nossa consciência e nos manter em oração, para que, pelo sofrimento do pecado de nosso irmão, não nos tornemos, nós mesmos, participantes dele. Centenas foram salvos de graves pecados pelas advertências oportunas, sábias e afetuosas de ministros fiéis e de irmãos. Nosso Senhor Jesus nos expôs um gracioso exemplo de como lidar com aqueles irmãos em erro por meio da advertência dada a Pedro: a oração que a precedeu, a maneira suave com que Ele tolerou a arrogante negação de Pedro, e como Pedro precisava de maior cautela.