Próximo culto: Domingo às 11h30

Devocional de 27 de novembro

Fonte: Devocional Manhã e Noite – Charles H. Spurgeon

Manhã

(…) o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor (…)

(Zc 3:1)

Em Josué, sumo sacerdote, vemos uma imagem de cada filho de Deus que foi feito próximo pelo sangue de Cristo, e que tem sido ensinado a ministrar nas coisas sagradas e entrar naquilo que está por detrás do véu. Jesus nos fez reis e sacerdotes para Deus, e mesmo aqui na Terra exercemos o sacerdócio de vida e de serviço consagrado. No entanto, esse sumo sacerdote está "diante do anjo do Senhor", isto é, de pé para ministrar. Essa deve ser a eterna posição de todo verdadeiro crente. Cada lugar é, agora, templo de Deus, e Seu povo pode verdadeiramente servi-Lo em suas atividade diárias, assim como em suas casas.

Eles estão sempre "ministrando", oferecendo o sacrifício espiritual de oração e louvor, e apresentando a si mesmos como um "sacrifício vivo" (Rm 12:1). Mas repare onde Josué está ministrando: "Diante do anjo do Senhor". É somente através de um mediador que nós, pobres e sujos, podemos nos tornar sacerdotes para Deus. Eu apresento o que tenho diante do mensageiro, o anjo da aliança, o Senhor Jesus, e, por Ele, as minhas orações, unidas as Suas orações, encontram aceitação; meus louvores tornam-se doces como se estivessem ligados a feixes de mirra, e aloés, e cássia, do próprio jardim de Cristo. Se eu posso trazer senão as minhas lágrimas, Ele irá colocá-las com Suas próprias lágrimas, em Sua própria garrafa, pois Ele uma vez chorou; se eu posso trazer senão os meus gemidos e suspiros, Ele irá aceitá-los como um sacrifício aceitável, pois Ele já foi quebrado em Seu coração, e suspirou profundamente no espírito. Eu mesmo, em pé, nEle, sou aceito no Amado, e todas as minhas obras poluídas, embora em si mesmas apenas objetos de aversão divina, são recebidas, sentindo Deus um cheiro suave nelas. Ele está satisfeito, e eu sou abençoado. Veja, então, a posição do cristão: "Um sacerdote, diante do anjo do Senhor".

Noite

(…) a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça

(Ef 1:7)

Poderia haver, em algum idioma, palavra mais agradável do que "remissão", que, ao soar aos ouvidos do culpado pecador, assemelha-se às notas musicais de prata, no ano do jubileu, para o cativo israelita (Lv 25:19)? Bendita, bendita seja para sempre a querida estrela do perdão que brilha na cela do condenado, e dá um brilho de esperança em meio à madrugada de desespero! Será possível que um pecado, um pecado como o meu, possa ser perdoado, perdoado completamente e para sempre? O inferno é a minha porção como pecador. Porventura há alguma possibilidade de escapar dele enquanto o pecado permanecer sobre mim, ou o peso da culpa não for levantado, ou a mancha escarlate não for removida?

Podem as pedras adamante de minha prisão serem soltas de seus encaixes, ou as portas serem levantadas a partir de suas dobradiças? Jesus me diz que eu ainda posso ser purificado. Para sempre seja bendita a revelação de amor expiatório que não só me diz que o perdão é possível, como também que o perdão é garantido a todos os que descansam em Jesus. Eu acredito na propiciação, em Jesus crucificado, e, portanto, os meus pecados são, a partir deste momento e para sempre, perdoados em virtude de Suas substitutivas dores e morte. Que maravilhosa alegria! Que felicidade ser uma alma perfeitamente perdoada! Minha alma dedica toda sua vontade a Ele, que de Seu próprio amor não comprado, tornou-Se minha fiança e, pelo Seu sangue, forjou para mim a redenção.

Que riqueza de graça a livre remissão exibe! Perdoa a todos, perdoa totalmente, perdoa livremente, perdoa para sempre! Aqui existe uma constelação de maravilhas, e quando eu penso quão grandes foram os meus pecados, percebo o quão caro foram aquelas gotas preciosas de sangue que me limparam, e como é gracioso o método pelo qual o perdão foi selado em mim. Eu me curvo diante do trono que me absolve, eu abraço a cruz que me é oferecida, e eu sirvo, a partir de agora e todos os meus dias, ao Deus encarnado, através de quem eu sou, esta noite, uma alma perdoada.