(…) o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor (…)
(Zc 3:1)
Em Josué, sumo sacerdote, vemos uma imagem de cada filho de Deus que foi feito próximo pelo sangue de Cristo, e que tem sido ensinado a ministrar nas coisas sagradas e entrar naquilo que está por detrás do véu. Jesus nos fez reis e sacerdotes para Deus, e mesmo aqui na Terra exercemos o sacerdócio de vida e de serviço consagrado. No entanto, esse sumo sacerdote está "diante do anjo do Senhor", isto é, de pé para ministrar. Essa deve ser a eterna posição de todo verdadeiro crente. Cada lugar é, agora, templo de Deus, e Seu povo pode verdadeiramente servi-Lo em suas atividade diárias, assim como em suas casas.
Eles estão sempre "ministrando", oferecendo o sacrifício espiritual de oração e louvor, e apresentando a si mesmos como um "sacrifício vivo" (Rm 12:1). Mas repare onde Josué está ministrando: "Diante do anjo do Senhor". É somente através de um mediador que nós, pobres e sujos, podemos nos tornar sacerdotes para Deus. Eu apresento o que tenho diante do mensageiro, o anjo da aliança, o Senhor Jesus, e, por Ele, as minhas orações, unidas as Suas orações, encontram aceitação; meus louvores tornam-se doces como se estivessem ligados a feixes de mirra, e aloés, e cássia, do próprio jardim de Cristo. Se eu posso trazer senão as minhas lágrimas, Ele irá colocá-las com Suas próprias lágrimas, em Sua própria garrafa, pois Ele uma vez chorou; se eu posso trazer senão os meus gemidos e suspiros, Ele irá aceitá-los como um sacrifício aceitável, pois Ele já foi quebrado em Seu coração, e suspirou profundamente no espírito. Eu mesmo, em pé, nEle, sou aceito no Amado, e todas as minhas obras poluídas, embora em si mesmas apenas objetos de aversão divina, são recebidas, sentindo Deus um cheiro suave nelas. Ele está satisfeito, e eu sou abençoado. Veja, então, a posição do cristão: "Um sacerdote, diante do anjo do Senhor".