(…) Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado
(Os 12:12)
Jacó, enquanto protestava com Labão, assim descreveu sua própria labuta: "Estes vinte anos eu estive contigo; não te trouxe eu o despedaçado; eu o pagava; o furtado de dia e o furtado de noite da minha mão o requerias. Estava eu assim: De dia me consumia o calor, e de noite a geada; e o meu sono fugiu dos meus olhos" (Gn 31:39-40). Ainda mais trabalhosa foi a vida de nosso Salvador aqui na Terra. Ele vigiava todas as Suas ovelhas até capitular Sua última conta: "Dos que me deste nenhum deles perdi" (Jo 18:9). Seus cabelos estavam molhados de orvalho e das gotas da noite. O sono fugiu de Seus olhos, pois toda a noite Ele estava em oração lutando pelo Seu povo. Uma noite, Pedro foi chamado; rapidamente, outro clamava Sua lacrimosa intercessão. Nenhum pastor sentado sob os frios céus, olhando para as estrelas, poderia expressar tais queixas por causa da dureza de sua labuta como fez Jesus Cristo, se Ele tivesse escolhido fazê-lo por causa da severidade de seu trabalho para adquirir seu cônjuge. "Frias montanhas, e o ar da meia-noite, Testemunharam o fervor de Sua oração; O deserto Suas tentações conheceram, Seu conflito e Sua vitória também".
É doce se debruçar sobre o paralelo espiritual de Labão ter exigido todas as ovelhas da mão de Jacó. Se tivessem sido machucadas pelos animais, Jacó deveria pô-las em boa condição; se alguma delas tivesse morrido, ele deveria ficar como garantia pelo todo. Porventura não foi a labuta de Jesus, para Sua Igreja, a labuta de alguém que estava sob obrigações de fiança em trazer cada crente seguro para a mão de quem as havia confiado a Seu cargo? Olhe para a labuta de Jacó e você verá uma representação dAquele a quem lemos: "Como pastor apascentará o seu rebanho" (Is 40:11).